Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn

Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn
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Terra Blog

03.09.07

O Vento II

Ora, está mesmo acontecendo tudo agora, e ao mesmo tempo... não há mais nada do que o próprio vento interno que sopra... sopra e sopra sem fim dentro do peito que parece não resistir a tudo o que acontece, mas ainda permanece... e aí soprando; soprando para ver se consegue de fato a fato enxergar algo que não se sabe bem... e bem é tudo isso que está mesmo em tudo o que bate como o lapidar da pedra de diamante que era tão dura e reluzente, mas agora toma forma desconhecida.
E a vida nunca há de deixar de ser aquele brilho que contém... não, não há de ser ofuscada a mais pura das belezas que não cega, e nem a beleza de tão bela... é a feiúra... é tudo tão feio que é belo, e não há como renegar tudo o que está... e tão somente está!
Ah, e não se pode fazer muita coisa a respeito de tudo o que está mesmo agora em qualquer lugar dentro de qualquer peito que é tão uno quanto o daquele que não sabe se ama, ou se amar é assim mesmo! E como seria o amor? Talvez como vento, ou não... não, talvez amar é mesmo sentir o vento e tudo o que leva; e vem dele, e nele... e tão somente sentado, ou em pé, ou em qualquer outra posição, é que se perde tudo o que era sólido demais para não ser tão somente o que se sente. e tudo E sente-se!
E como fazer tudo isso? Não saber é preciso, tudo é uma questão do lapidar latente... e bate à estátua que não é formada senão pelo que há de sopro de vento dentro do peito que se dilacera, ou melhor, sente a brisa de todos os tempos que se misturam. E tudo está tão misturado que é empecilho ou impossível? Separar. Não há como separar; e nem ao menos parar, quando se está em um lugar que não se sabe muito bem, sobre o tudo que é mesmo o tudo que está!
Ora, e qual era a diferença de tudo o que estava, e que agora é mesmo uma coisa mais louca do que a que antes era imaginada??? Ora, não é preciso muita imaginação... é preciso sim; o abrir e o fechar das portas de todos os ventos, que ventam por detrás de tudo o que era tão somente casas bem estruturadas, e feitas para que não houvesse ar!
E quanto falta no ar???? Nada falta no ar, se não tudo o que está sempre a rondar os pensares e os pesares que dele advém..... e tudo vem simplesmente como se fosse a única alternativa de sobrevivência ou início de uma própria vivência, que é tão cruel e boa quanto tudo o que há de mais na vida. De qualquer tolo que não vê! E não vê que tudo isso já é. E sabendo que já é, é mais complicado do que o que não era. E isso é preocupante!
Mas, não há porque preocupar no além das coisas que já são próprias; e completas por si só... e isso é a única resposta que resta dentro de tudo o que está aqui ou ali... e em qualquer lugar, sempre, será... a mesma coisa se não ariscar!
O risco! O risco?: o que afinal risca o quê? Não há risco senão o que é de mais vivo... o que vier é mesmo arriscar, não? Sempre fora... e agora? E agora o que será... senão o risco mais sublime que se pode dar que é asas a tal pássaro que precisa mais do que nunca voar sem que tenha morada certa! Porque a certeza de um lugar é como não voar livre... é como estar preso ao fio da navalha que não corta, mas, não deixa que as pequenas coisas se esguiem... que as penas se multipliquem até chegar ao ponto mais crucial de tudo o que era antes... e antes, era o quê? Não existe antes, e antes era aquilo, e agora é isso... e amanhã será outra coisa! A questão é só essa; e não há mais nada senão isso mesmo que se faz agora. Mas tudo isso é tão confuso que deixa qualquer um assim...
E sabe-se que é mais do que antes era... e isso deve ser suficiente. E agora o que falta? Não falta nada senão mesmo a coragem de ser o que deve ser. E isso é mesmo a dificuldade que se apresenta e que faz com que seja tanto temor, ou tremor, não há como descrever o que é de mais intenso nesse exato momento dentre tantos outros momentos que estão à solta em um rio que corta tudo; tudo deixa... Assim, dividido!
Ah, e se isso tudo for mais do que sempre é? Não há como ser, então não há porque perguntar coisas que ninguém jamais iria perguntar somente para que se possa escapar sempre com alguma pergunta que sim... A propriedade toda é que traz a resposta. Não há mais saídas. Senão a própria saída. E isso e o que devora o pensamento, mas que traz de forma completa o viver em si... e de si, para si! Não há mais perguntas, mas logo surgirão outras que serão respondidas e de forma totalizadora! Então, a preocupação é mesmo o que se chama de: À toa! E no deixar que a vida seja à toa é a grande questão que devora o pensamento, sendo que não há o que pensar... porém viver demanda mesmo uma coragem que não se pode pedir, mas que há... Há de estar em algum lugar perdido dentro de tanto furacão que sopra na exatidão desse momento, em qualquer peito que é frágil demais! E quer muito mais... e isso é sabido, isso é aprendido! E isso é o vivido...
E tudo o que está ficando para trás??? Está para trás e pronto! E não se pode pensar em tudo o que passou porque senão não se vive o que está em vida agora; agora, é só isso!
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 19:36:14
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