18.09.07
O Rio II
É, e tudo isso que digo, flui... flui por si só, de tudo o que está entre nós, entre os nós que me decapitam e me deixam somente com a ciência de não ter ciência alguma, porque tudo é mesmo o escuro do amor... que me influi, e flui para fora de mim como o que há para ser fluídico... é a água está em todos os lugares...
A água é o que me salva da sede de viver! E só se pode matar a sede quando se tem! Pois é, quem sabe quem tem mais sede, é quem tem a água! E só se sabe disso, porque se ama! E não há como não saber que o amor é o que resta para que se tenha, mais ou menos, sede, digo eu!
Sim, porque aquele que está sedento sabe de sua secura, e precisa! E precisa tanto que somente aquele que sente é quem sabe! E eis que volto ao meio de tudo, para que depois chegue ao começo, ou ao início de tudo o que não vi! Mas enfim, as coisas se repetem mesmo, por que a água escorre, mas um dia também evapora, e chove... tudo outra vez... e isso é o que mais interfere na sede daquele que olha a água!
Quem olha a água tem sede diferente daquele que não a vê! E quanto mais se vê água, mais se quer beber... e quanto menos se vê água, mas sente-se falta dela, sem saber... pois bem, isto é o que faz de nós o que somos! O que somos com tanta sede! Esta coisa sólida que voa, por entre tudo o que está por entre o que estava ao ar...
Ah, a água é mesmo a mágica da vida, de quem sabe mesmo é ingerir as coisas como elas são! Não se precisa aprender a beber água, apenas nasce-se bebendo! Apenas nasce-se com sede!
Eu tenho sede! Eu amo, e por isso preciso amar! Eu bebo água, e por isso sinto falta dela! Ah, preciso de um copo d'agua!
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criado por furquimjr
14:25:35