15.09.07
O Magma II
Tudo isso é o levitar das almas que não estão presas a não ser a si mesmas, pela magia intergaláctica, que disfarçada por entre os satélites e as gravidades de tudo o que não é mais do que a redoma da ilusão vítrea de estar vivo, e morrendo ao mesmo tempo.
Ah, não há como dizer como isso tudo é a aflição da calma de se saber como tal, e se saber como outro. E cada conflito, é só um dos conflitos que geram outros... Para que assim não se pare até que tudo seja a magnitude da grande humanidade que se esconde por entre os monstros do calabouço das ilusões dos próprios homens, ah, tudo isso é a solidão hermética de se saber dentro de um ciclo quase, e digo quase, infalível...
É, parece que o começo do ciclo é o mesmo que um final de um outro... e para que tudo volte ao normal é preciso que tudo seja o anormal do que estava estabelecido pelos homens que se julgam... que se inter-relacionam para obter tudo aquilo, que deles mesmos, eles não podem tirar! E por isso é que tiro de mim, o ouro do algo, de outro alguém para que assim tudo seja o diferente dentro do mesmo?
Ora, mas pelo menos eu tento! Não tento? É a tentativa que me ultrapassa, o que não era mais do que o levitar das idéias que se penduram pelo que se perdura dentro de todas as alegrias e agruras da pena, e do vento. Que sopra...
E tudo sopra... e tudo se levanta... e parece que tudo é levado para longe como o que está por entre o que não está dito, mas que está submerso dentro de cada uma das palavras que são afetadas pelo o que atravessa o peito, a lama, a mente... o peito da alma que mente... o peito da alma que não sei, a mente que não se pode ser discorrida senão pelo próprio calor daquilo que escorre, que discorre por entre os seios do alimento primeiro, que de primeira vez, e só o que se sente!
E tudo que existe primeiro, existe ao passo de ser inventado, e tudo foi inventado com tanto compromisso, como distração! Tudo é o que se simboliza por entre as coisas mais escaladas dentro de uma mesma comida.
Meu corpo dói há meses... e somente essa dor é a realidade que carrego comigo, diariamente, por tanto tempo... e sim, porque o tempo é medido pelo tempo em que se sente, e não pelo tempo em que se vê. E veja que ao olhar ao relógio posso dizer que já... ou ainda... ainda posso tudo isso! Dentro de uma limitação que não sei bem, mas parece que pouca coisa existe enquanto falo tudo isso. Porque é a dor que me alimenta para que eu saiba que tudo isso é só a verdade única que me sobra no instante em que as outras coisas são luzes. E ilusões não são mentiras, são as distorções da real realidade. E tudo o que fica preso por entre isso e aquilo, é o que me salva!
É a dor que me salva da loucura de achar que só me existem os olhos! É a dor que me salva de achar que não me existe o reflexo, enquanto tudo é o reflexo da submersão de mim mesmo! Não há como dizer que tudo isso é a justa parte da sanidade que se esvaiu da loucura de ser feliz através da dor. E de doer pelo prazer...
Ah, não se pode alcançar muito pensando em pouco, e por isso é preciso que se deixe levar tudo aquilo que estava e que não se sabe mais, mas; que tudo passou tão rápido através dos vidros das janelas da alma! Pois bem se os olhos são as janelas d’alma isso significa que o corpo é a minha casa! E enquanto durmo, só sei passear, pelo Universo, para que depois eu volte, e volte de outra forma, e olho tudo outra vez através das janelas!
Ah, pena que as janelas nem sempre me são suficientes, mas cada qual olha para onde quer, e por isso a realidade é algo tão pessoal, que chego achar que a loucura mesmo é achar que todos somos iguais nos instantes em que todos enxergam algo! Mas acontece que a igualdade está na cegueira de quem não vê! E por isso é que a igualdade é a cegueira de quem olha pela janela, pela janela d’alma... e só vê aquilo que é muito eminente à visão!
Ora, os detalhes é que se perdem por entre tantos carros, submarinos, e espaçonaves, que voam através de tudo o que era impossível, quando não se imaginava isso! Mas acontece que tudo acontece, no instante em que tudo está cada vez mais e mais ao longo do horizonte, da visão, de quem olha, e vê... tudo preso: dentro do corpo, dentro da casa, da janela. Que não se permite mais do que a pouca coisa que está no por dentro!
É, será que tudo isso me serve de quê???? Não sei. Mas de algo há de me servir, pelo menos me serve, a não servir tanto, enquanto, posso sentar-me e ver o que vejo, e tentar sair da forma que saio, e tudo se escoa... e tudo se entrecorta pela neblina do que é mais poderoso do que se pode imaginar, porque com a Magia não se brinca! E por isso é que as crianças são tão sérias!
Mas quem tem coragem de ouvir àqueles que dizem só o essencial? E não o imaginário! Ora, ah, não sei mesmo, mas sei que estou aqui, de alguma forma que não gostaria, mas que ao mesmo tempo gosto! Porque tudo é mesmo MARAVILHOSO, e a maravilha do mundo, é saber que o mundo é o único brinquedo que me foi dado, assim que nasci. E nasci! E morri tantas vezes que nem sei te contar, mas, conto que tudo isso é o que não há, no que está no entre, mas de mais a mais, no de frente... de frente para os olhos, para janela de minha casa, que é tão um castelo que sou aquele que olha do alto da torre, e olho com prazer de saber que o sol se estende sobre a grama... e tudo é a areia submersa ao mar! Que ao longe me limia ao sentar, e ao contemplar...
Ah, tudo é a contemplação de quem sente dor para respirar, porque já não sabe mais, como e qual é o seu lugar, porque todos os são!!!
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criado por furquimjr
16:14:41