15.09.07
O Magma I
E quando um sonho acaba?
Ora, há muitas possibilidades, e dentre elas, essa é uma.
A lógica do pensamento não me permite transgredir as leis, mas as leis são tudo aquilo que vêm do peito, que atravessa a mente, e permite que tudo seja de novo o que antes já não cabia... e a velhice não é mais do que o passo do jovem.
E por isso é que o desespero de viver não se atina, quanto semente a passagem de tudo isso é o que atina a ser o que estava de maneira ininterrupta a acontecer.
Tudo o que é o pensamento cortado, pelo o que atravessa, o mesmo, é mesmo que se dizer vivo, vivente, e cheio de desejos... os desejos ultrapassam os limites do ser a si! E tudo passa a ser a transgressão do que é demasiado transbordante.
E essa é a única lógica que se pode encontrar diante, ao redor, dos ruídos que rugem tudo em frente de quem olha, e somente olha! E olhar ao sentimento é o mesmo que estar interligado pela abstração do próprio ser. E tudo o que se registra, é o que vasa sem razão alguma! Porque a razão não vê limites para si, assim como o coração. Pena da razão são os sentimentos que são mais fortes!
E a força vem justo da parte da não estrutura de tudo o que está inserido no que há de mais secreto, que é o mistério. Viver entretido às coisas é viver sentindo o próprio mistério. É a famigeração do que se pode dizer como a auto-antropofagia.
Vivemos em tempos em que tudo é a permissão para que diga não. E tudo é o grande SIM, que fica engasgado por entre as travessas dos pires que não deixam que a mesa se suje, simplesmente, ao bel prazer de quem toma um chá quente, que permeia por todo o corpo, e esquentam as partes mais inanimadas de tudo aquilo que está submerso, abaixo das roupas de quem se senta em frente à vida. E tudo isso é o que não tem explicação.
E para explicar o que é inexplicável? Ah, somente vivendo o que é tão divergente de tudo aquilo de que se viveu até o ponto. De agora. E agora, é tudo o que é diferente, dentro da própria divergência. E tudo o que é rotina, é o que passa por entre os olhos sem que ninguém veja.
Opa, pelo menos alguém viu!
E talvez tudo isso seja o que escapa com tanta voracidade, em um simples tragar de ar, daquilo que queima dentro de si mesmo, mas que está espalhado no ar. Ah, e quando se faz o que era inevitável???
Ora, é inevitável que digam sobre o inevitável como um capricho dos Deuses, Daqueles que têm dentro de si a parte de cada um Deles. Aqueles que têm o cortiço da calamidade dos sentimentos tão intrínsecos; e tão ínfimos quanto à própria razão de existir! A existência. É a resistência das coisas fálicas. Daquilo tudo o que estava dentro de um, outro, alo, adormecido. Como uma bela, que espera por seu príncipe, enquanto sonha... Enquanto o sonho com não se sabe o quê...
E sonhar, não é viver. E por isso é que o despertar cotidiano não é mais do que a continência do sonho que cansa alguma parte de si mesmo. Sonhar dentro de outro sonho é como viver em transe. E é como vivemos!
E não sei ao certo, mas parece que ninguém tem os olhos da visão, e sim, estão todos voltados para o mesmo. Ora, se o mesmo é tão óbvio, é óbvio que a destruição é só um modo de renovação, mas os olhos cegos de quem olham de fora do sonho não tem a permissão de saber o que está intrínseco e escondido debaixo dos calabouços da ilusão perene, e proeminente, que nos cerca.
Tudo é tão pouco quanto o pouco de ver a vida, como ela mesma já não se sabe. E como saber? Não há como saber o que e tão volátil... Porque voa... voa... vão...
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criado por furquimjr
16:15:38