Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn

Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn
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Terra Blog

23.04.07

É Fantástico o Paraíso Tropical

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
E eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
(Trilha de Paraíso Trocical - Cazuza)

___________________________________________________________
É engraçado, estranho, fantástico..., como cada vez mais e mais perco, eu, a noção de tempo e espaço das coisas! Sim, tudo é tão maravilhoso, tudo é tão como deveria ser que me invade uma paz inexplicável!
É, acontece que hoje, e este hoje poderia ser qualquer hoje de qualquer dia! Entende? Pois é. E assim, hoje, tive experiências que não são passíveis de entendimento, são passíveis de uma certa sensação de não ter o que fazer, como a sensação de sentar-se em frete à TV, e tirar os chinelos, e ficar ali... deitado, no sofá, de meias, assistindo... tranqüilo!
Pois é, e quanto ao espaço é isso! Hoje sai da sala (de aula) para descer no prédio e fumar um cigarro, para celebrar o sossego de ser quem sou, e de estar onde estou, e apesar de todos os apesares, é só ter mesmo é que deixar tudo ir, e vir, naturalmente! Então, abri a porta, sei lá, como quem abre uma porta, mas que estava ali o tempo todo, esperando, para ser aberta, por mim!
Abri a porta, sai, e falei com alguém, bebi água, e apertei o botão para chamar o elevador! Sim, apertei o que indicava a seta para baixo, e uma luz verde, clara, se acendeu ao redor do botão, prateado e fosco! E enquanto me afastava ainda conversava, mas o engraçado é que enquanto isso eu me pegava escolhendo palavras, naturalmente, como agora, e olhando os visores que indicam em que andar os elevadores estão. Como são quatro elevadores naquele prédio, eu, olhava de um para o outro tentando saber qual chegaria primeiro ao sexto andar, onde eu me encontrava!
Mas acontece que tudo aquilo era demais para mim! Aquele visor, negro, com aquelas luzes vermelhas! Parecendo pontilhadas para formar os números e as setas que indicam se aquele elevador sobe ou desce. E eu estava em que andar afinal? Sei lá, mas quando um dos visores mostrava a letra “T”, eu, logo achei que era o meu elevador, mas não, e lembrei, estou no sexto andar de um prédio, no centro, de São Paulo! Ah, meu Deus! Que confuso. Sei lá, até poderia achar que eu – não estava ali! Porque de alguma forma eu, ao mesmo tempo em que vivia tudo aquilo, eu, também, imaginava! E sim, lá estava eu, olhando para o elevador, e me imaginado de costas para mim, que no caso, estaria olhando, também, para o elevador, e todo o resto! Ah, estou enlouquecendo, não!
Pois entendi tudo e continuei a conversar até que o elevador que se encontrava à minha direita chegou. E o peguei, vazio, era meu, e desci!
Lá, embaixo, eu peguei uns jornais informativos que ficam no hall, para ler, já que eu não iria conhecer ninguém que estava lá, mas acontece que sim, eu encontrei alguém, logo sentei-me e conversamos!
Conversamos coisas que a mim eram passadas, mas para ela não. E então, eu contei tudo o quanto pude explicar que o passado, é mesmo simples... assim como deveria ser o presente! Assim como aproveito o presente! Que, então, ganho!
Bem, depois disso subi, outra vez, e sim dessa vez não me confundi na hora de entrar, mas sim na hora de sair, do elevador! Pois é, na minha imaginação o que era esquerdo estava na direita, e vice e versa! Peguei minhas coisas e desci, tudo outra vez...
E sai do elevador como quem sabe, onde está, como quem sabe aonde vai! Mas acontece que eu sabia, acontece que eu sei! E aí, fui... vou... E ao sair do hall do prédio senti o cheiro da umidade no ar... aquela umidade abafada, de país tropical, a umidade do paraíso, que me escorre pelos olhos, ouvidos, boca... e mãos! Sim, pensei, lá vamos nós, vai chover... vamos!

Cheguei onde estavam os velhos amigos, conversando sobre velhas coisas, no velho lugar, e logo levantei, junto comigo uma amiga, e ficamos falando sobre a beleza dos garotos que iam e vinham, acontece que agora, meu velho lugar é de frente para as quadras, abertas, da faculdade. E de lá vejo os belos rapazes, jogando... vôlei, futebol, basquete ou qualquer uma dessas coisas! E acho lindo! A cada salto, a cada gol, a cada cesta, é tudo belo! Como eles sabem jogar! E eu não. Só sei assistir, e achar bonito, acender meu cigarro e fazer cena, observando à cena. E ver... como a vida é bela! E cheia de cenas lindas, a vida é mesmo cinematográfica!
Então, eu e ela, minha amiga, fomos olhar tudo de mais perto. Afinal o papo é sempre o mesmo! E os garotos sem camisa não! Pois é. Ficamos lá, olhando, observando, como quem assiste à TV, como quem não tem nada melhor a fazer a não ser olhar, admirar... e gostar; gozar... gozar de tudo, de tudo que está ali, ao alcance dos olhos, das mãos, do gosto, do gosto... de viver... viver gostando, e gozando!

E Então, começa a chuva, e tudo é belo! Eu, indo para casa! As ruas, as, pessoas, os carros, tudo é tão lindo; a chuva que cai sobre o chão, os telhados, a igreja, ao longe, distorcida à visão, pela chuva, e eu... caminhando, passeando, calmamente por uma São Paulo, apressada, e molhada. E os carros com seus motoristas apressados para chegar a lugar nenhum, com os limpadores, de pára-brisas, trabalhando incessantes, velozmente, ensandecidos, insaciados!
E eu, passando!
E vejo. O quanto a cidade mudou, sem outdoors, sem cartazes, tudo limpo, tudo em paz! Tudo funcionando, e tudo, chovendo... lavando minha alma, descansada! E como a cidade mudou! Tudo é tão diferente, me parece a mesma São Paulo de agora! A São Paulo que não precisa de mais nada, a não ser dela mesma, dela e de tudo o que é belo, como a limpeza de tudo!
E sim, as placas, brancas, com os nomes das ruas só me dizem que sim. O futuro, é lá, que eu vou viver a melhor parte da minha vida. As placas só me dizem que sim, o futuro, é agora! É, tudo está nas luzes, dos bares, casas, e carros; e tudo é cinema!Ah, cinematográficas ruas, pessoas, beleza! Ah, é tudo lindo, é sonho, é vida!
E o dia escureceu, e eu, dentro do ônibus olhando! Observando, e as luzes, lentamente se acendendo por onde passo! E tudo ficando, mais claro, para trás. E só passo! E passo feliz... feliz ao ver que tudo está como deveria estar! Tudo calado, tudo com barulho, que não me alcançam... Tudo é a Bossa Nova que escorre como a chuva pela cidade, grande, linda, com beleza que não há como descrever!Ah, são as lojas, as pessoas, a chuva, as luzes, a rua. A vida! E a impressão de que o tempo vai e volta enquanto eu apenas assisto! E sim, vejo o Rio de Janeiro, em mim, a minha volta. E vejo São Paulo, a me passar, como o passado! Eu – vejo – Brasília! Ah, e os carros passam, e eu passo, dentro do carro, e todos estão como deveriam, e tudo está... na mágica, que me molha, e chego, desço do ônibus, compreo meu cigarro, e sei: o mundo é meu! A vida é minha! Tudo é nosso! E vamos... seguindo... porque tudo está como está, e tudo é a paz! De viver, e somente viver! E vivo! Eu – estou – vivo! Vivo! Viva!!!
E a lua? Ah, está cresce... e como cresce!!! Mesmo por de trás das nuvens!
É a noite, é a vida, é a beleza, e tudo é só. É só, viver... e vivo! Vivo! E tudo são só meus olhos, ah, e vivo, a olhar, a contemplar, o bem e o mal, que eu mesmo fiz, para mim! Para mim que sou, hoje, parte, de um nós! Estou a viver, em nós! É, melhor do que amar, é ser amado, e eu me amo, eu o amo. Eu nos amo! Amo.
Amo, viver, amo, amar, meu Amo!

  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 23:05:33
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