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	<channel>
		<title>Rainha de Espadas</title>
		<link>http://rainhadeespadas.blog.terra.com.br</link>
		<description>I have a tale to tell.
Sometimes it gets so hard 
to hide it well.
I was not ready for the fall
Too blind to see the writing on the wall.

A man can tell a thousand lies
I've learned my lesson well.
Hope I live to tell the secret I have learn</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
				<item>
			<title>O Rio</title>
			<description>E nem ao menos se eu n&#227;o quisesse acreditar... tudo j&#225; me foi t&#227;o provado , que simplesmente, tenho que deixar que tudo me escorra... tenho que permitir que a fluidez de tudo permane&#231;a em mim assim como, nas coisas que me cercam... Tudo &#233; o s&#237;mbolo de mim a mim, e do tudo a minha volta, que me envolve e me envolta nas voltas da Terra, que me &#233; s&#243; a &#225;gua do mundo. E como explicar que o sal est&#225; t&#227;o long&#237;nquo de mim, quanto poderia estar na fantasia, e no que h&#225; de mais fant&#225;stico nisso tudo. &#201;, do outro lado do espelho &#233; preciso sempre mais... para que n&#227;o se perca o &#237;nfimo de estar sendo refletido de costas... ou melhor, na frente... &#233; como olhar nos seus pr&#243;prios olhos diante do espelho; e se ver refletindo dentro dos pr&#243;prios olhos... E tudo &#233; a imagem que me invade, e que se explode, em palavras... em sentimentos... em tudo o que se cala dentro do meu peito... e tudo vai crescendo, lentamente, como haveria de ser... Nada nasce pronto. E por isso &#233; que &#233; preciso aprender, e s&#243; se aprende observando, e sentindo o que se observa. E essa &#233; a m&#225;gica de saber que tudo &#233; mesmo o que est&#225; ali, a diante de seu cora&#231;&#227;o. E n&#227;o h&#225; como negar os sentimentos, por mais que a raz&#227;o invada tudo, que &#233; perpassado nos dentes de quem tem medo, e os aperte firmemente para que n&#227;o veja. Mas acontece que n&#227;o h&#225; como ser cego, quando se tem olhos de lince... e os olhos de lince &#233; justamente a sonoridade das coisas que s&#227;o vistas pelo que passa, sem que os homens vejam, assim como s&#227;o. E tudo &#233; de igual forma o que estava dentro do pensamento... e lentamente se esvai no vento. Ah, &#233; o vento que leva tudo, o que sobrevoa a natureza que escoa da mente. E s&#227;o as &#225;guas que podem conter todas as folhas secas que caem ao ch&#227;o, pois &#233; tempo de renovar... &#233; tempo de morrer para nascer... e &#233; assim que me vem o inverno, o inverno que me gela todas as &#225;guas... que refletem tudo o que estava por superf&#237;cie de exist&#234;ncia. Mas a exist&#234;ncia do reflexo &#233; ineg&#225;vel... &#233; ineg&#225;vel que existe o mundo oculto que est&#225; bem diante dos olhos de todos... e n&#227;o s&#243; as fadas, como todos os outros seres que pareciam inanimados, at&#233; que tudo passou a ser como se deveria... Assim quando tudo ganhou forma... Tudo ganhou o que est&#225; incrustado dentro do segredo, da f&#234;nix , que se v&#234; obrigada a renascer, mesmo que suas cinzas estivessem abaixo da &#225;gua! Sim, a &#225;gua &#233; aquilo que se mistura... o que n&#227;o permite que as coisas se percam... e os rios correm, diretamente do Planalto Central, para todo o resto do mundo! Ah, o Brasil &#233; o centro do mundo, e ningu&#233;m v&#234;. Ou somente eu que n&#227;o via... sim, s&#227;o tantas as ilus&#245;es que a Terra pode oferecer, que &#233; mesmo dif&#237;cil ver que tudo estava no reflexo da tela, que me reflete agora, de costas... e tudo est&#225; vivo, do outro lado do vidro... e n&#227;o se faz vidro sem areia... Mas tamb&#233;m n&#227;o se faz sem &#225;gua. Nada pode ser transgredido sen&#227;o pelo o que est&#225; dentro do mais &#237;nfimo. Tudo foi t&#227;o bipartido que &#233; mesmo dif&#237;cil decodificar a sonoridade, da &#225;gua que me cai do c&#233;u, sem a piedade, sem remorsos... Tudo &#233; o que chove, para que se d&#234; continuidade... Ora, mas as secas das almas h&#227;o de prejudicar tudo aquilo que era t&#227;o, naturalmente, belo... o mundo n&#227;o h&#225; de se perder, pois ainda assim existe o gelo... que neste instante derretes-se ao mar... E a &#225;gua? Ah, a &#225;gua doce mistura-se &#224; salgada, at&#233; o ponto em que o sal ser&#225; todo dilu&#237;do nela, que cresce em volume; l&#237;quido... todos os segredos est&#227;o sendo desvendados. Lentamente. E talvez n&#227;o seja poss&#237;vel descobri todos agora, mas um dia, ah, um dia tudo ser&#225; o que estava escondido na noite... o reflexo das &#225;guas ao ar... ao longe! Ah, esta &#233; a alus&#227;o de quem n&#227;o sabe amar, mas que ama mesmo sem saber! E tudo isso era o que estava por escoar bem abaixo da terra, pois antes de chegar ao fogo, &#233; mesmo preciso passar pela &#225;gua. E as nascentes de tudo &#233; o que cai do c&#233;u! Tudo cai como sen&#227;o precisasse de outra coisa, sen&#227;o a pr&#243;pria forma em que foi feita. E tudo isso &#233; o que est&#225; por dentro, escondido de todos, porque nada mais pode ser sen&#227;o o que est&#225; incrustado na crosta. Ah, tudo &#233; mesmo o que escondido foi, para que tudo fosse protegido, como assim est&#225;, e ao longe tudo fica dentro do perto. Porque tudo est&#225; t&#227;o pr&#243;ximo; e pronto. Para o agora, que agora, n&#227;o me falta nada mais... Porque tudo &#233; o mais que est&#225; calado na madeira que foi vista, uma vez antes, viva! E n&#227;o se perde, porque tudo que &#233; vivo nasce do que &#233; morto... e assim , &#233; que tudo chegou a ser como &#233;! E assim, as cidades n&#227;o percebem que os canos trazem tudo aquilo que em chuva &#233; a beleza do escoamento delas mesmas. As cidades s&#227;o a concentra&#231;&#227;o do homem, em si! Mas ainda existem os campos ao longe... ao longo de toda a vida, que submergem de tudo o que a cidade deixa escapar sem que perceba... E tudo &#233; o que passa despercebido, para que um dia seja sabido por todos &#224;queles que se cegaram pelo papel, que n&#227;o &#233; mais do que a ilus&#227;o das &#225;rvores mortas, por amor, de alguma forma... sim, todo crime &#233; cometido por amor! Nada &#233; t&#227;o profano e sublime como o amor. O amor &#233; o que cont&#233;m tudo. O amor &#233; a &#225;gua que escoa... &#233; a &#225;gua que flui, e que nos faz fluir... em dire&#231;&#227;o... de tudo aquilo que est&#225; sob o navio que navega... sob tudo aquilo que vai... e n&#227;o se sabe como volta, mas eis que sempre volta! E nas voltas, das domas da ilus&#227;o, tudo est&#225; entre o que &#233; real e o imagin&#225;rio... E nada &#233; mais do que a imagina&#231;&#227;o da realidade, que est&#225; escondida pela ilus&#227;o de ser a pr&#243;pria imagina&#231;&#227;o. N&#227;o h&#225; coisa mais real do que os sentimentos... e os sentimentos s&#227;o todas as ilus&#245;es que se misturam em realidade! E tudo &#233; como o que esvai por n&#227;o saber... &#233;, &#233; preciso o calor suficientemente grande para que tudo se evapore e chegue &#224;s estrelas ao longe! E quando tudo &#233; mar revolto, o revolto &#233; n&#227;o sair da terra. E a terra &#233; o que deixa a possibilidade de evapora&#231;&#227;o para que a &#225;gua, em seu menor volume, ser&#225; outra na vez em que cai no mar... no rio, do ar... E sim, enquanto eu, civilizado, na cidade, como em minha mesa a carne t&#227;o apetitosa, muitas vezes, ou quase nunca, e disse quase, me esque&#231;o de que como um boi... e um boi n&#227;o &#233; mais do que a vida que est&#225; &#224; mesa para ser devorada, mas acontece que para que o boi esteja picado &#224; mesa, ele precisou viver uma vida quase inteira... porque o mataram, mas a cadeia alimentar &#233; mesmo a parte cruel de tudo! E n&#227;o h&#225; crueldade maior do que a pr&#243;pria natureza em si! E por isso ela deixa de ser cruel... mas voltando ao boi, &#233;, n&#227;o haveriam os bois, e nem mesmo as borboletas sen&#227;o houvesse &#225;gua, que sem pensar eles ingerem... &#225;gua que sem pensar os percorrem no sangue... Afinal, borboleta tem sangue? E eis que o sangue &#233; a minha &#225;gua... eis que o meu corpo &#233; mais sangue do que carne... e eis que como a carne do boi, com sangue, o com o sangue j&#225; quase todo evaporado pelo cozimento. A ilus&#227;o da cidade, &#233; a ilus&#227;o de que n&#227;o existe natureza... a ilus&#227;o de que a &#225;gua nos est&#225; debaixo do sol, mas sim, somente a chuva! &#201; a ilus&#227;o de quem vive preso a um castelo de artif&#237;cios para que tudo seja a pr&#225;tica da vida, sem que a vida seja vista, sen&#227;o pelo medo da pr&#243;pria morte... e tudo &#233; o que est&#225; a voar no ar, como o pr&#243;prio do vapor, que antes que chova eu j&#225; inspirei... Ingeri! (Opa, eu tamb&#233;m mijo.) Sim, eu chego a beber &#225;gua enquanto respiro... ou melhor a aspirar a &#225;gua sem que eu veja... ou n&#227;o, porqu&#234; isto &#233; s&#243; o oxig&#234;nio! E n&#227;o o nitrog&#234;nio que se esparsa ao ar. Ah, mas eus a pegadinha dos segredos calados... o nitrog&#234;nio &#233; a maior part&#237;cula dos elementos qu&#237;micos ao ar!!! HAHAHAHAH, tudo &#233; mesmo isto! </description>
			<link>http://rainhadeespadas.blog.terra.com.br/o_rio</link>
		</item>
				<item>
			<title>O Rio II</title>
			<description>&#201;, e tudo isso que digo, flui... flui por si s&#243;, de tudo o que est&#225; entre n&#243;s, entre os n&#243;s que me decapitam e me deixam somente com a ci&#234;ncia de n&#227;o ter ci&#234;ncia alguma, porque tudo &#233; mesmo o escuro do amor... que me influi, e flui para fora de mim como o que h&#225; para ser flu&#237;dico... &#233; a &#225;gua est&#225; em todos os lugares... A &#225;gua &#233; o que me salva da sede de viver! E s&#243; se pode matar a sede quando se tem! Pois &#233;, quem sabe quem tem mais sede, &#233; quem tem a &#225;gua! E s&#243; se sabe disso, porque se ama! E n&#227;o h&#225; como n&#227;o saber que o amor &#233; o que resta para que se tenha, mais ou menos, sede, digo eu! Sim, porque aquele que est&#225; sedento sabe de sua secura, e precisa! E precisa tanto que somente aquele que sente &#233; quem sabe! E eis que volto ao meio de tudo, para que depois chegue ao come&#231;o, ou ao in&#237;cio de tudo o que n&#227;o vi! Mas enfim, as coisas se repetem mesmo, por que a &#225;gua escorre, mas um dia tamb&#233;m evapora, e chove... tudo outra vez... e isso &#233; o que mais interfere na sede daquele que olha a &#225;gua! Quem olha a &#225;gua tem sede diferente daquele que n&#227;o a v&#234;! E quanto mais se v&#234; &#225;gua, mais se quer beber... e quanto menos se v&#234; &#225;gua, mas sente-se falta dela, sem saber... pois bem, isto &#233; o que faz de n&#243;s o que somos! O que somos com tanta sede! Esta coisa s&#243;lida que voa, por entre tudo o que est&#225; por entre o que estava ao ar... Ah, a &#225;gua &#233; mesmo a m&#225;gica da vida, de quem sabe mesmo &#233; ingerir as coisas como elas s&#227;o! N&#227;o se precisa aprender a beber &#225;gua, apenas nasce-se bebendo! Apenas nasce-se com sede! Eu tenho sede! Eu amo, e por isso preciso amar! Eu bebo &#225;gua, e por isso sinto falta dela! Ah, preciso de um copo d'agua! </description>
			<link>http://rainhadeespadas.blog.terra.com.br/o_rio_ii</link>
		</item>
				<item>
			<title>O Rio III</title>
			<description>E quando sinto o cheiro da tempestade no ar, enquanto, estou sentado &#224; mesa, &#233; porque tudo me &#233; muito &#250;mido. A umidade &#233; aquilo que nos salva de tudo o que nos cerca! A umidade &#233; o que resta a todos n&#243;s, em meio ao tudo aquilo que nos deixa ocos. &#201;, porque o fogo, em contato com pele, faz com que esta solte a &#225;gua, que fica presa, em bolha... quando o fogo nos toca, tudo fica mesmo &#233; aguado... e n&#227;o h&#225; coisa mais aguada do que a saudade. A saudade &#233; a &#225;gua que evapora, a &#225;gua que afoga, a &#225;gua que fica escondida no peito, enquanto se respira... sim, tudo &#233; a &#225;gua, que &#233; o &#250;nico elemento que &#233; capaz de refletir... Tudo &#233; a &#225;gua, do espelho das ilus&#245;es vividas! E viva, a &#225;gua est&#225; no vento frio que chega ao outono de qualquer ano, e que vai ao seu longo at&#233; que tudo seja o calor da primavera que faz tudo borbulhar, como a ebuli&#231;&#227;o da natureza em seu altivamento... e que olho atrav&#233;s do vidro, aguado, das janelas de meus olhos... e vejo tudo t&#227;o resplandecente, que s&#243; me resta suspirar, para que a &#225;gua n&#227;o me falte, assim como o amor, que &#233; &#225;gua. Enquanto a paix&#227;o me &#233; fogo! E tudo isso &#233; viver, entre a m&#225;gica e a insensibilidade dos homens que est&#227;o ao redor... e eles n&#227;o sabem que de tudo se pode, enquanto tudo se pro&#237;be... e por isso &#233; que &#233; mesmo proibido sentir o suor da febre, que evapora tudo aquilo que nos queimava, e nos sobrava... e que nos restava, como o sentimento borbulhante do sangue, que, agita-se, dentro do corpo como que querendo a liberdade mais sublime que se pode atingir... Tudo &#233; o que se pode ver, atrav&#233;s, do reflexo da &#225;gua dos rios, dos mares... a &#225;gua &#233; mesmo o movimento da vida! N&#227;o a pr&#243;pria vida. Porque n&#227;o se pode fazer vida de uma s&#243; coisa, de um s&#243; elemento... tudo &#233; a integra&#231;&#227;o que a &#225;gua, tamb&#233;m, permite. E tudo &#233; a permiss&#227;o de viver livremente, entre tanto! Entretanto, &#233; de entretantos que se vive o pouco de cada coisa, e sem que se perceba. E assim, &#233; que tudo nos flui, na incr&#237;vel paisagem dos olhos vivos, da alma, que &#233; mais viva ainda, e que; est&#225; sedenta por mais do que o que esparsa aos olhos de si mesma. Ah, e tudo s&#227;o as portas que a &#225;gua traz... as &#225;guas s&#227;o o que nos debulha, em l&#225;grimas, em sorrisos, em mais vida do que o que outrora foi vivida, do que outrora foi sentida, como a pr&#243;pria vida! Tudo &#233; o que est&#225; plasticamente dentro d&#8217;&#225;gua, que n&#227;o deixa outra sensa&#231;&#227;o a n&#227;o ser a de que tudo tem uma superf&#237;cie, para que se tenha a densidade do dentro... do que est&#225; inserido por dentro da pr&#243;pria carne, aguada, que me parece t&#227;o s&#243;lida quanto a superf&#237;cie, de terra! Mas que na verdade &#233; o que me oculta tudo o que &#233; mais denso de tudo, a tudo! Isto n&#227;o &#233; mais do que aquilo que se pode ver atrav&#233;s das janelas d&#8217;alma, das janelas do pal&#225;cio, em que me encontro... e s&#243; posso ver muito, ou melhor, ao longe... por que estou em um plano alto... Em um planalto... (!) E tudo me &#233; o centro que borbulha a &#225;gua que se esquenta com o fogo, e faz de tudo uma onda gigantesca que invade todas as cidades que me cortem o cora&#231;&#227;o... cheio de ruas, becos, e sarjetas... e tudo &#233; o que est&#225; impl&#237;cito na &#225;gua, que escorre, e n&#227;o deixa sen&#227;o o seu rastro, que logo ser&#225; submerso pelo o que a evapora; e a faz ferver em estado natural... tudo o que me come&#231;a como &#225;gua, me termina por ser ar... e meu ar &#233; que me faz ferver, o que me faz respirar; e viver! E tudo &#233; s&#243; o amor! O amor, que &#233; tudo o que est&#225; refletido na superf&#237;cie, aqu&#225;tica, e densamente sentido em seu interior mar&#237;timo e fluvial de mim mesmo, e tudo me pluvia... como s&#243; poderia ser, ... A &#225;gua! Tudo me &#233; aguado, aqu&#225;tico, tudo me &#233; o que escorre de mim, para o mundo; e do mundo para mim, em outra forma... Tudo &#233; o que me vem e o que me vai, como a &#225;gua que me chove por todos os lugares na intimidade de um s&#243; instante, em que eu me peso, em que eu sou, o que est&#225; por entre tudo isso. E tudo o que est&#225; por entre a gravidade da coisa, que se esvai, e que me vem... e que tudo explode... em uma s&#243; gota, que se divide em outras; no instante em que ela cai no rio! E tudo me &#233; a gota em estado de espalhamento, de divis&#227;o... que explode em minha mente, a &#225;gua... &#233; s&#243; o bombardeio dela mesma, em mim, e de novo... E de novo nela, mesma! AH, &#225;gua &#233; s&#243; o escoamento do que me &#233; s&#243;lido... o que mijo... &#233; o que respiro... &#233; o que me envolve, &#233; o que me sobra. A &#225;gua &#233; o que me deixa assim... sedento, e saciado! &#201; s&#243; a &#225;gua... &#233; s&#243; o amor! O Amor. &#193;gua. Saudade. A &#225;gua &#233; o amor, a saudade &#233; o sal. E tudo me &#233; mar, que um dia me foi rio. E rio, rio das &#225;guas! Doce, &#233; o amor... o amor que me molha a boca, e que me delicia... tudo &#233; o brinde de viver... de viver em &#225;guas, doces! E tudo me escorre... </description>
			<link>http://rainhadeespadas.blog.terra.com.br/o_rio_iii</link>
		</item>
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			<title>O Magma I</title>
			<description>E quando um sonho acaba? Ora, h&#225; muitas possibilidades, e dentre elas, essa &#233; uma. A l&#243;gica do pensamento n&#227;o me permite transgredir as leis, mas as leis s&#227;o tudo aquilo que v&#234;m do peito, que atravessa a mente, e permite que tudo seja de novo o que antes j&#225; n&#227;o cabia... e a velhice n&#227;o &#233; mais do que o passo do jovem. E por isso &#233; que o desespero de viver n&#227;o se atina, quanto semente a passagem de tudo isso &#233; o que atina a ser o que estava de maneira ininterrupta a acontecer. Tudo o que &#233; o pensamento cortado, pelo o que atravessa, o mesmo, &#233; mesmo que se dizer vivo, vivente, e cheio de desejos... os desejos ultrapassam os limites do ser a si! E tudo passa a ser a transgress&#227;o do que &#233; demasiado transbordante. E essa &#233; a &#250;nica l&#243;gica que se pode encontrar diante, ao redor, dos ru&#237;dos que rugem tudo em frente de quem olha, e somente olha! E olhar ao sentimento &#233; o mesmo que estar interligado pela abstra&#231;&#227;o do pr&#243;prio ser. E tudo o que se registra, &#233; o que vasa sem raz&#227;o alguma! Porque a raz&#227;o n&#227;o v&#234; limites para si, assim como o cora&#231;&#227;o. Pena da raz&#227;o s&#227;o os sentimentos que s&#227;o mais fortes! E a for&#231;a vem justo da parte da n&#227;o estrutura de tudo o que est&#225; inserido no que h&#225; de mais secreto, que &#233; o mist&#233;rio. Viver entretido &#224;s coisas &#233; viver sentindo o pr&#243;prio mist&#233;rio. &#201; a famigera&#231;&#227;o do que se pode dizer como a auto-antropofagia. Vivemos em tempos em que tudo &#233; a permiss&#227;o para que diga n&#227;o. E tudo &#233; o grande SIM, que fica engasgado por entre as travessas dos pires que n&#227;o deixam que a mesa se suje, simplesmente, ao bel prazer de quem toma um ch&#225; quente, que permeia por todo o corpo, e esquentam as partes mais inanimadas de tudo aquilo que est&#225; submerso, abaixo das roupas de quem se senta em frente &#224; vida. E tudo isso &#233; o que n&#227;o tem explica&#231;&#227;o. E para explicar o que &#233; inexplic&#225;vel? Ah, somente vivendo o que &#233; t&#227;o divergente de tudo aquilo de que se viveu at&#233; o ponto. De agora. E agora, &#233; tudo o que &#233; diferente, dentro da pr&#243;pria diverg&#234;ncia. E tudo o que &#233; rotina, &#233; o que passa por entre os olhos sem que ningu&#233;m veja. Opa, pelo menos algu&#233;m viu! E talvez tudo isso seja o que escapa com tanta voracidade, em um simples tragar de ar, daquilo que queima dentro de si mesmo, mas que est&#225; espalhado no ar. Ah, e quando se faz o que era inevit&#225;vel??? Ora, &#233; inevit&#225;vel que digam sobre o inevit&#225;vel como um capricho dos Deuses, Daqueles que t&#234;m dentro de si a parte de cada um Deles. Aqueles que t&#234;m o corti&#231;o da calamidade dos sentimentos t&#227;o intr&#237;nsecos; e t&#227;o &#237;nfimos quanto &#224; pr&#243;pria raz&#227;o de existir! A exist&#234;ncia. &#201; a resist&#234;ncia das coisas f&#225;licas. Daquilo tudo o que estava dentro de um, outro, alo, adormecido. Como uma bela, que espera por seu pr&#237;ncipe, enquanto sonha... Enquanto o sonho com n&#227;o se sabe o qu&#234;... E sonhar, n&#227;o &#233; viver. E por isso &#233; que o despertar cotidiano n&#227;o &#233; mais do que a contin&#234;ncia do sonho que cansa alguma parte de si mesmo. Sonhar dentro de outro sonho &#233; como viver em transe. E &#233; como vivemos! E n&#227;o sei ao certo, mas parece que ningu&#233;m tem os olhos da vis&#227;o, e sim, est&#227;o todos voltados para o mesmo. Ora, se o mesmo &#233; t&#227;o &#243;bvio, &#233; &#243;bvio que a destrui&#231;&#227;o &#233; s&#243; um modo de renova&#231;&#227;o, mas os olhos cegos de quem olham de fora do sonho n&#227;o tem a permiss&#227;o de saber o que est&#225; intr&#237;nseco e escondido debaixo dos calabou&#231;os da ilus&#227;o perene, e proeminente, que nos cerca. Tudo &#233; t&#227;o pouco quanto o pouco de ver a vida, como ela mesma j&#225; n&#227;o se sabe. E como saber? N&#227;o h&#225; como saber o que e t&#227;o vol&#225;til... Porque voa... voa... v&#227;o... </description>
			<link>http://rainhadeespadas.blog.terra.com.br/o_magma_i</link>
		</item>
				<item>
			<title>O Magma II</title>
			<description>Tudo isso &#233; o levitar das almas que n&#227;o est&#227;o presas a n&#227;o ser a si mesmas, pela magia intergal&#225;ctica, que disfar&#231;ada por entre os sat&#233;lites e as gravidades de tudo o que n&#227;o &#233; mais do que a redoma da ilus&#227;o v&#237;trea de estar vivo, e morrendo ao mesmo tempo. Ah, n&#227;o h&#225; como dizer como isso tudo &#233; a afli&#231;&#227;o da calma de se saber como tal, e se saber como outro. E cada conflito, &#233; s&#243; um dos conflitos que geram outros... Para que assim n&#227;o se pare at&#233; que tudo seja a magnitude da grande humanidade que se esconde por entre os monstros do calabou&#231;o das ilus&#245;es dos pr&#243;prios homens, ah, tudo isso &#233; a solid&#227;o herm&#233;tica de se saber dentro de um ciclo quase, e digo quase, infal&#237;vel... &#201;, parece que o come&#231;o do ciclo &#233; o mesmo que um final de um outro... e para que tudo volte ao normal &#233; preciso que tudo seja o anormal do que estava estabelecido pelos homens que se julgam... que se inter-relacionam para obter tudo aquilo, que deles mesmos, eles n&#227;o podem tirar! E por isso &#233; que tiro de mim, o ouro do algo, de outro algu&#233;m para que assim tudo seja o diferente dentro do mesmo? Ora, mas pelo menos eu tento! N&#227;o tento? &#201; a tentativa que me ultrapassa, o que n&#227;o era mais do que o levitar das id&#233;ias que se penduram pelo que se perdura dentro de todas as alegrias e agruras da pena, e do vento. Que sopra... E tudo sopra... e tudo se levanta... e parece que tudo &#233; levado para longe como o que est&#225; por entre o que n&#227;o est&#225; dito, mas que est&#225; submerso dentro de cada uma das palavras que s&#227;o afetadas pelo o que atravessa o peito, a lama, a mente... o peito da alma que mente... o peito da alma que n&#227;o sei, a mente que n&#227;o se pode ser discorrida sen&#227;o pelo pr&#243;prio calor daquilo que escorre, que discorre por entre os seios do alimento primeiro, que de primeira vez, e s&#243; o que se sente! E tudo que existe primeiro, existe ao passo de ser inventado, e tudo foi inventado com tanto compromisso, como distra&#231;&#227;o! Tudo &#233; o que se simboliza por entre as coisas mais escaladas dentro de uma mesma comida. Meu corpo d&#243;i h&#225; meses... e somente essa dor &#233; a realidade que carrego comigo, diariamente, por tanto tempo... e sim, porque o tempo &#233; medido pelo tempo em que se sente, e n&#227;o pelo tempo em que se v&#234;. E veja que ao olhar ao rel&#243;gio posso dizer que j&#225;... ou ainda... ainda posso tudo isso! Dentro de uma limita&#231;&#227;o que n&#227;o sei bem, mas parece que pouca coisa existe enquanto falo tudo isso. Porque &#233; a dor que me alimenta para que eu saiba que tudo isso &#233; s&#243; a verdade &#250;nica que me sobra no instante em que as outras coisas s&#227;o luzes. E ilus&#245;es n&#227;o s&#227;o mentiras, s&#227;o as distor&#231;&#245;es da real realidade. E tudo o que fica preso por entre isso e aquilo, &#233; o que me salva! &#201; a dor que me salva da loucura de achar que s&#243; me existem os olhos! &#201; a dor que me salva de achar que n&#227;o me existe o reflexo, enquanto tudo &#233; o reflexo da submers&#227;o de mim mesmo! N&#227;o h&#225; como dizer que tudo isso &#233; a justa parte da sanidade que se esvaiu da loucura de ser feliz atrav&#233;s da dor. E de doer pelo prazer... Ah, n&#227;o se pode alcan&#231;ar muito pensando em pouco, e por isso &#233; preciso que se deixe levar tudo aquilo que estava e que n&#227;o se sabe mais, mas; que tudo passou t&#227;o r&#225;pido atrav&#233;s dos vidros das janelas da alma! Pois bem se os olhos s&#227;o as janelas d&#8217;alma isso significa que o corpo &#233; a minha casa! E enquanto durmo, s&#243; sei passear, pelo Universo, para que depois eu volte, e volte de outra forma, e olho tudo outra vez atrav&#233;s das janelas! Ah, pena que as janelas nem sempre me s&#227;o suficientes, mas cada qual olha para onde quer, e por isso a realidade &#233; algo t&#227;o pessoal, que chego achar que a loucura mesmo &#233; achar que todos somos iguais nos instantes em que todos enxergam algo! Mas acontece que a igualdade est&#225; na cegueira de quem n&#227;o v&#234;! E por isso &#233; que a igualdade &#233; a cegueira de quem olha pela janela, pela janela d&#8217;alma... e s&#243; v&#234; aquilo que &#233; muito eminente &#224; vis&#227;o! Ora, os detalhes &#233; que se perdem por entre tantos carros, submarinos, e espa&#231;onaves, que voam atrav&#233;s de tudo o que era imposs&#237;vel, quando n&#227;o se imaginava isso! Mas acontece que tudo acontece, no instante em que tudo est&#225; cada vez mais e mais ao longo do horizonte, da vis&#227;o, de quem olha, e v&#234;... tudo preso: dentro do corpo, dentro da casa, da janela. Que n&#227;o se permite mais do que a pouca coisa que est&#225; no por dentro! &#201;, ser&#225; que tudo isso me serve de qu&#234;???? N&#227;o sei. Mas de algo h&#225; de me servir, pelo menos me serve, a n&#227;o servir tanto, enquanto, posso sentar-me e ver o que vejo, e tentar sair da forma que saio, e tudo se escoa... e tudo se entrecorta pela neblina do que &#233; mais poderoso do que se pode imaginar, porque com a Magia n&#227;o se brinca! E por isso &#233; que as crian&#231;as s&#227;o t&#227;o s&#233;rias! Mas quem tem coragem de ouvir &#224;queles que dizem s&#243; o essencial? E n&#227;o o imagin&#225;rio! Ora, ah, n&#227;o sei mesmo, mas sei que estou aqui, de alguma forma que n&#227;o gostaria, mas que ao mesmo tempo gosto! Porque tudo &#233; mesmo MARAVILHOSO, e a maravilha do mundo, &#233; saber que o mundo &#233; o &#250;nico brinquedo que me foi dado, assim que nasci. E nasci! E morri tantas vezes que nem sei te contar, mas, conto que tudo isso &#233; o que n&#227;o h&#225;, no que est&#225; no entre, mas de mais a mais, no de frente... de frente para os olhos, para janela de minha casa, que &#233; t&#227;o um castelo que sou aquele que olha do alto da torre, e olho com prazer de saber que o sol se estende sobre a grama... e tudo &#233; a areia submersa ao mar! Que ao longe me limia ao sentar, e ao contemplar... Ah, tudo &#233; a contempla&#231;&#227;o de quem sente dor para respirar, porque j&#225; n&#227;o sabe mais, como e qual &#233; o seu lugar, porque todos os s&#227;o!!! </description>
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