Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn

Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn
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15.09.07

O Magma III

Horas... minutos... segundos... Tic-Tac, Tic-Tac...
Tudo é o tempo da ilusão que me esvai assim, com a realidade, quando o olho, e sei que tudo é a água salgada que perfura os meus poros por serem mais permeáveis do que o imaginado pela relatividade, o que me fica no suor, é a parte exata, do que me sobra como a mágoa de ter nascido, morrido, e vivido de tal forma, que, tudo é o sangue!
O sangue, alimento de vampiros, alimento do próprio corpo, para o próprio corpo! É como saber da fotossíntese, e achar que a clorofila não é o mesmo! Mas o é. Mas tudo é o mesmo de forma divergente do que se imagina ser. E que por isso quando os carros passam a caminho do onde se pode ir... e que eu sei que sou algo que não funciona como o metal, da velharia, que fatalmente apodrecerá., mas, eis que os vermes irão roer-me, mas, isso se eu puder evitar... ah, viro cinzas antes, para que eu renasça, renasça quantas vezes for preciso só pra poder ver, o que não é mais do que a vida corrente da corredeira, que neste exato instante não parou de escoar água para que eu falasse tantas bobagens, essenciais, a mim mesmo!
Isto é como uma carta que não sei dizer! Isso é como uma lágrima que não sei escorrer! Isso é como o sangue que não sei tomar! Mas que escorro, mas que choro, mas que bebo.
Ah, tudo é o que dilacera o ponto que se tem para partida, ou chegada, e tudo é tão expelido de tal forma, que, resta em mim o sono, talvez essa seja mais uma de minhas próprias armadilhas, para que eu pare! Mas o cansaço é só o que abate, quando bate! E que vem tão aos poucos que quando eu, distraído de mim, não consigo perceber... é a dor de mim que está em mim, sempre vasa ao outro de uma forma que é inexplicável ao outro, e até a mim, já que eu para mim é o complexo de todas as coisas que vejo; e que se misturam... eu não posso dizer que eu sou o que escuto, porque na verdade é a visão que me atrapalha mais! E não posso dizer que eu não estou integrado a tudo isso... E eis que tudo é o que sonoramente fica na intergaláxia de mim mesmo! Sabendo que nada mais é o que me ostenta em mim, e sim o que me suprime por entre as palavras da desolação, e da desilusão. Mas, veja bem que, nada disso é tristeza, é sim, um tanto melancólico, mas é algo que supera a própria melancolia, por que; há a alegria aos gritos de quem só sabe viver, vivendo.
E por mais que não se possa dizer mais do que isso, tudo isso é o que me vale, no instante em que sei que um dia toda a minha casa irá ruir, será consumida pelos vermes, porcos, e ratos, ou serão simplesmente incineradas... não sei ainda, não sei qual é bem a diferença..., mas, sei que a diferença é justamente a escolha entre o pairar, e o penetrar; ou o ser consumido lentamente como o que vai ficando também, lentamente, incrustado em tudo o que era o somente o mineral.... O mineral é o grande ser que vive, porque é tão vivo que se finge de morto a vida toda, e fica com todo o resto de quem achava que estava mais vivo, só porque podia andar, falar, e ainda vomitar... É, tudo é o que fica na terra, e na Terra, resta pouco para aqueles que pairam por cima dela....
Porque sim, fatalmente tudo chove. E quando chove, tudo se iguala, nada se perde, não se chove a não ser o que foi de uma vez, anterior, evaporado... e é o vapor que leva o progresso adiante, sempre foi, e nunca deixará de ser, a não ser que tudo seja mesmo o enxofre que vaza do solo... E tudo é o magma que de tão vivo só sabe mesmo é esperar o seu momento... De se derramar, e de tão quente... Devastar. Tudo aquilo que um dia voltará a ser sólido... e tudo isso são as idéias sólidas da sanidade que se escapa por tenra loucura de viver... e somente viver, para que de vida a vida, tudo seja vivo, o bastante! Tudo seja vivo e intermitente para que seja, e apenas seja, o que nasceu para ser, e para morrer!
Ora, e o que é o dó senão aquilo que sentimos quando se vemos que alguém sofre... e não se pode fazer mais nada para que ajudarmos a aliviar... E sim, o que é o sentimento de remorso se não aquele dó que sentimos por algo que nós mesmos fizemos ao outro???
E o que é tudo isso senão a piedade dos Deuses sobre nós??? O que é piedade afinal? Senão é o mesmo que dó??? Ora, piedade é a resignação do dó. É aquilo que crava suas unhas sob o que não é escamas... e tudo é o rato momento de sentir-se, e ver que tudo é feito! E feito está! E não há como escapar de tudo isso, não há dizer que a mais do que o que está feito. E tudo está feito!!! Ora, está, e assim é, a piedade de quem sente, é aquilo que aflige o outro que não é o piedoso, e sim, o pobre coitado de quem sente o que não se sabe mais o que.
Ah, o que resta é a sabedoria, e a voracidade de devorar tudo. O que resta é o tremor de frio, do cão ao meu colo, o que resta é a lua cheia que se esconde por entre as nuvens de uma noite tão infinita, e ínfima quanto todas as outras já passadas pela tela, gigantesca, do cinema da rua da vida, que passa por entre as cenas, e as luzes entre os carros, e prédios, onde tudo é fictício, e real demais ao mesmo tempo. Tudo é o amor. Que escapa. E escapa, ao poucos, como alfinetadas na pele de quem sente o frio de uma noite tão cálida, que tudo é o que se derrama do cálice de vinho, tinto, que é a cor que tinge tudo o que antes era o linho da toalha, branca demais... E tudo o que era demais... Tudo é a areia de Atlântida que me deixa espantado ao simples pensar em sua existência... ah, é Roma que Nero incendiou... e tudo o que é ainda virgem nesta terra... Nesta Terra, que tanto já rodou, para que tudo voltasse a ser o que está ainda mais aterrado, mas submerso e mais forte do que tudo... o fogo, que borbulha em sua consistência de sólido, e com certeza é o que derrama e queima... a todos àqueles que esquecem-se de respirar em meio a tanto.
E tudo é o consolo de em meio a tudo isso, amar, e ser amado... E sem mais nada pedir, porque aí... Tem-se tudo!
Este tudo, que escorre, como o magma, da alma, submersa por baixo de tanta pele, por baixo de tanto mar... é só o sal que queima a pele, que se decompõe ao solo, e que chega ao fogo, consistentemente bruto. De tudo aquilo que era só mais uma de todas, das maiores ilusões... e só o amor. O Amor. Aquilo que nos faz. Aquilo que nos é. É só o Amor! É a Guerra da Terra, o amor, e o rancor... A pele, o solo... o fogo, a sede... o submerso... o fogo sólido do magma do amor... é só o amor!!!
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 16:10:24

03.09.07

O Vento II

Ora, está mesmo acontecendo tudo agora, e ao mesmo tempo... não há mais nada do que o próprio vento interno que sopra... sopra e sopra sem fim dentro do peito que parece não resistir a tudo o que acontece, mas ainda permanece... e aí soprando; soprando para ver se consegue de fato a fato enxergar algo que não se sabe bem... e bem é tudo isso que está mesmo em tudo o que bate como o lapidar da pedra de diamante que era tão dura e reluzente, mas agora toma forma desconhecida.
E a vida nunca há de deixar de ser aquele brilho que contém... não, não há de ser ofuscada a mais pura das belezas que não cega, e nem a beleza de tão bela... é a feiúra... é tudo tão feio que é belo, e não há como renegar tudo o que está... e tão somente está!
Ah, e não se pode fazer muita coisa a respeito de tudo o que está mesmo agora em qualquer lugar dentro de qualquer peito que é tão uno quanto o daquele que não sabe se ama, ou se amar é assim mesmo! E como seria o amor? Talvez como vento, ou não... não, talvez amar é mesmo sentir o vento e tudo o que leva; e vem dele, e nele... e tão somente sentado, ou em pé, ou em qualquer outra posição, é que se perde tudo o que era sólido demais para não ser tão somente o que se sente. e tudo E sente-se!
E como fazer tudo isso? Não saber é preciso, tudo é uma questão do lapidar latente... e bate à estátua que não é formada senão pelo que há de sopro de vento dentro do peito que se dilacera, ou melhor, sente a brisa de todos os tempos que se misturam. E tudo está tão misturado que é empecilho ou impossível? Separar. Não há como separar; e nem ao menos parar, quando se está em um lugar que não se sabe muito bem, sobre o tudo que é mesmo o tudo que está!
Ora, e qual era a diferença de tudo o que estava, e que agora é mesmo uma coisa mais louca do que a que antes era imaginada??? Ora, não é preciso muita imaginação... é preciso sim; o abrir e o fechar das portas de todos os ventos, que ventam por detrás de tudo o que era tão somente casas bem estruturadas, e feitas para que não houvesse ar!
E quanto falta no ar???? Nada falta no ar, se não tudo o que está sempre a rondar os pensares e os pesares que dele advém..... e tudo vem simplesmente como se fosse a única alternativa de sobrevivência ou início de uma própria vivência, que é tão cruel e boa quanto tudo o que há de mais na vida. De qualquer tolo que não vê! E não vê que tudo isso já é. E sabendo que já é, é mais complicado do que o que não era. E isso é preocupante!
Mas, não há porque preocupar no além das coisas que já são próprias; e completas por si só... e isso é a única resposta que resta dentro de tudo o que está aqui ou ali... e em qualquer lugar, sempre, será... a mesma coisa se não ariscar!
O risco! O risco?: o que afinal risca o quê? Não há risco senão o que é de mais vivo... o que vier é mesmo arriscar, não? Sempre fora... e agora? E agora o que será... senão o risco mais sublime que se pode dar que é asas a tal pássaro que precisa mais do que nunca voar sem que tenha morada certa! Porque a certeza de um lugar é como não voar livre... é como estar preso ao fio da navalha que não corta, mas, não deixa que as pequenas coisas se esguiem... que as penas se multipliquem até chegar ao ponto mais crucial de tudo o que era antes... e antes, era o quê? Não existe antes, e antes era aquilo, e agora é isso... e amanhã será outra coisa! A questão é só essa; e não há mais nada senão isso mesmo que se faz agora. Mas tudo isso é tão confuso que deixa qualquer um assim...
E sabe-se que é mais do que antes era... e isso deve ser suficiente. E agora o que falta? Não falta nada senão mesmo a coragem de ser o que deve ser. E isso é mesmo a dificuldade que se apresenta e que faz com que seja tanto temor, ou tremor, não há como descrever o que é de mais intenso nesse exato momento dentre tantos outros momentos que estão à solta em um rio que corta tudo; tudo deixa... Assim, dividido!
Ah, e se isso tudo for mais do que sempre é? Não há como ser, então não há porque perguntar coisas que ninguém jamais iria perguntar somente para que se possa escapar sempre com alguma pergunta que sim... A propriedade toda é que traz a resposta. Não há mais saídas. Senão a própria saída. E isso e o que devora o pensamento, mas que traz de forma completa o viver em si... e de si, para si! Não há mais perguntas, mas logo surgirão outras que serão respondidas e de forma totalizadora! Então, a preocupação é mesmo o que se chama de: À toa! E no deixar que a vida seja à toa é a grande questão que devora o pensamento, sendo que não há o que pensar... porém viver demanda mesmo uma coragem que não se pode pedir, mas que há... Há de estar em algum lugar perdido dentro de tanto furacão que sopra na exatidão desse momento, em qualquer peito que é frágil demais! E quer muito mais... e isso é sabido, isso é aprendido! E isso é o vivido...
E tudo o que está ficando para trás??? Está para trás e pronto! E não se pode pensar em tudo o que passou porque senão não se vive o que está em vida agora; agora, é só isso!
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 19:36:14

O Vento I

E tudo que está aqui em qualquer lugar... em qualquer tempo... é sempre a vagueação de ser tudo o que se é; e nada a mais... sempre que, sempre, se adquire mais, e mais de algo que não se sabia antes de tudo começar... e tudo começa pelo início perdido ao lado de algum final que não se sabe muito bem.
Mas o ponto em que se encontra é o ponto em que se é eterno pelos deuses que acompanham todos os passos que são dados. São quase todos o que querem ser, e não o que são? Ora, todos são e isso é uma questão tão delicada quanto estar exposto ao vento...; e venta! Ah, as flores sofrem a implicação de tudo o que está livremente exposto ao céu... ah, é possível ainda libertar o peito de tudo o quer a tristeza, anterior, que já se foi... e que hora ou outra, será outra coisa. Tudo é tão lento e veloz que não se pode dizer sobre a velocidade que está.... então, apenas, está-se tudo o que estava antes. E antes já não é o mesmo antes de agora... existe agora um novo depois. E o depois que se segue é o agora. E tudo vem agora como se fosse a primeira vez que existisse o agora.
E não há mais do que o brilho de um viver que pouco a pouco se torna algo... algo que não foi dito ainda, porque não foi tudo o que poderia ser, mas, está sendo alguma coisa até que essa coisa seja toda e por completa alguma coisa. Até que tudo tenha seu brilho tão incandescente quanto ao sol que cega e mostra tudo o que existe aos olhos que não podem ver se não a luz que permanece... que ofuscou e revelou tudo, o que era antes, o obscuro.
O coração é tão obsceno e obscuro quanto o que há de mais, lido em tudo... não, não existe mais do que o tal do desconhecido de si mesmo — e não sabe. Ninguém jamais saberá até que esteja algo de fato, em fato concreto! Mas, pouco a pouco os fatos se unem e acontecem revelando o que é... e o que não é real, já é outra coisa! E quanta coisa cabe num coração? Muita coisa cabe em todos os corações... mas só o amor que se tem pelo que não se vê é que é a Verdade, que, esconde-se e se revela a pouco, a pouco a cada. Novo passo. E são somente os passos que se trilham em seguimento a tudo o que está ao redor de tudo.
Tudo o que poderia ser; e é... e tudo que não deveria ser; e não é.... ora, tudo está sempre tão se prontificando e pronto que é mesmo um raio de vento de luz que nos transforma em qualquer sensação que pode advir de algo que não se sabe muito bem o que é... e tudo é tão somente o viver que não se pode dizer mais do que está em qualquer lugar. Ah, e tudo isso mostra que não tão somente estamos... e nunca se é sozinho quando se crê. E crendo é que se chega à chegada... e com falta de esperança não se move a planta que poderia ser carregada pelo vento. São todos os homens plantas? Ah, talvez um palheiro por ser tão misto do tudo o que ocorre... e algumas de suas palhas acabam por ficar, outras por partir... mas é tudo palha à palha que não se vê... apenas se sente o vento blowing to some where. E tudo está em qualquer lugar!
E qual é o lugar em que está tudo isso??? No peito, na mente... na vida ... nos pulmões que sempre insistem ... e respiram... respira com tal fervor que não se pode dizer mais do que já foi dito porque não há como explicar o poder de não existir tal poder; e nada mais além de um zero a navegar que está no mar, ou em qualquer rio, que corre em direção a algum lugar que não se sabe bem... e mar é sempre o que não se sabe! Ah, e quem dera que tudo fosse sempre o bem que, soube-se inexistentemente, consciente. E qual é o ponto da consciência que traz tudo isso que está??? Não se sabe, mas o fato é que por isso... é bem. E bem, todos estarão e estão, assim que tudo, for de igual forma disforme; e são todos às palhas.... palheiros!
E venta ... venta.... vento, que traz o cheiro de algo inexplicável porque é sem cheiro.... não se pode cheirar mais do que o sabor de sentir o gosto do vento! E gosto tão sólido que se torna mesmo impiedoso àquele que sente e não pode dizer como é sentir. Sentir é sempre mais do que o dizer é possível. E para que haja tantas palavras é porque ainda existe muito em todo o peito desconhecido, e que pouco a pouco, revela-se, não saber bem nada o que é, ou que era, apenas está em qualquer ponto para que algo seja. Pára, é tão dolorido, quanto prazeroso, sentir tudo isso, de forma totalizadora, mas nunca total...ou quem sabe é a totalidade que será atingida em breve! No breve momento em que tudo será mesmo a brevidade de nascer e morrer no mesmo instante em que se tem a vida!
Ah, e quanta vida cabe em algum lugar que desconhecemos.... ora, desconhecemos. Mas cabe muito. Muito de algo que se teme, e por isso é tão crucial a peregrinação, mas, o querer incessante é tão bom quanto o crer em algo... e o que se tem em qualquer coisa é o que não se sabe. Mas, há ainda tantas outras feridas que impedem que nasçam as flores que talvez sejam somente este o ponto. De cicatrização, até que tudo esteja na forma, que deveria estar. E tudo parece pouco mais do que o muito que está... porque tudo será sempre uma eterna bonança de sentires e um peito que está cravejado, e iluminado, ao mesmo tempo em que um novo algo, broto, brota...
O ímpeto do desejo queima em um corpo que pouco a pouco; sabe-se de tudo o que é, para que seja mais, ou para que deixe de ser algo que era... e era mais do que se pode dizer quando já se foi... e tudo foi de forma tão rata, que não se vê mais, mas viu-se que tudo era mesmo a podridão da coisa que não é poder, mas que está atrelada a tudo isso que não tem nome... e que o corpo sempre será pouco às almas que não se cessam; não cessam... não, agora que parte se tem um princípio, um gosto, de novo. Que fica, e que dá, mais e mais vontade de algo que é tão difícil quanto o que pode ser bom!

  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 19:33:17