18.09.07
O Rio
E nem ao menos se eu não quisesse acreditar... tudo já me foi tão provado , que simplesmente, tenho que deixar que tudo me escorra... tenho que permitir que a fluidez de tudo permaneça em mim assim como, nas coisas que me cercam...
Tudo é o símbolo de mim a mim, e do tudo a minha volta, que me envolve e me envolta nas voltas da Terra, que me é só a água do mundo.
E como explicar que o sal está tão longínquo de mim, quanto poderia estar na fantasia, e no que há de mais fantástico nisso tudo.
É, do outro lado do espelho é preciso sempre mais... para que não se perca o ínfimo de estar sendo refletido de costas... ou melhor, na frente... é como olhar nos seus próprios olhos diante do espelho; e se ver refletindo dentro dos próprios olhos...
E tudo é a imagem que me invade, e que se explode, em palavras... em sentimentos... em tudo o que se cala dentro do meu peito... e tudo vai crescendo, lentamente, como haveria de ser...
Nada nasce pronto. E por isso é que é preciso aprender, e só se aprende observando, e sentindo o que se observa. E essa é a mágica de saber que tudo é mesmo o que está ali, a diante de seu coração.
E não há como negar os sentimentos, por mais que a razão invada tudo, que é perpassado nos dentes de quem tem medo, e os aperte firmemente para que não veja. Mas acontece que não há como ser cego, quando se tem olhos de lince... e os olhos de lince é justamente a sonoridade das coisas que são vistas pelo que passa, sem que os homens vejam, assim como são. E tudo é de igual forma o que estava dentro do pensamento... e lentamente se esvai no vento.
Ah, é o vento que leva tudo, o que sobrevoa a natureza que escoa da mente.
E são as águas que podem conter todas as folhas secas que caem ao chão, pois é tempo de renovar... é tempo de morrer para nascer... e é assim que me vem o inverno, o inverno que me gela todas as águas... que refletem tudo o que estava por superfície de existência.
Mas a existência do reflexo é inegável... é inegável que existe o mundo oculto que está bem diante dos olhos de todos... e não só as fadas, como todos os outros seres que pareciam inanimados, até que tudo passou a ser como se deveria... Assim quando tudo ganhou forma... Tudo ganhou o que está incrustado dentro do segredo, da fênix , que se vê obrigada a renascer, mesmo que suas cinzas estivessem abaixo da água!
Sim, a água é aquilo que se mistura... o que não permite que as coisas se percam... e os rios correm, diretamente do Planalto Central, para todo o resto do mundo!
Ah, o Brasil é o centro do mundo, e ninguém vê. Ou somente eu que não via... sim, são tantas as ilusões que a Terra pode oferecer, que é mesmo difícil ver que tudo estava no reflexo da tela, que me reflete agora, de costas... e tudo está vivo, do outro lado do vidro... e não se faz vidro sem areia... Mas também não se faz sem água. Nada pode ser transgredido senão pelo o que está dentro do mais ínfimo.
Tudo foi tão bipartido que é mesmo difícil decodificar a sonoridade, da água que me cai do céu, sem a piedade, sem remorsos... Tudo é o que chove, para que se dê continuidade...
Ora, mas as secas das almas hão de prejudicar tudo aquilo que era tão, naturalmente, belo... o mundo não há de se perder, pois ainda assim existe o gelo... que neste instante derretes-se ao mar... E a água?
Ah, a água doce mistura-se à salgada, até o ponto em que o sal será todo diluído nela, que cresce em volume; líquido... todos os segredos estão sendo desvendados. Lentamente. E talvez não seja possível descobri todos agora, mas um dia, ah, um dia tudo será o que estava escondido na noite... o reflexo das águas ao ar... ao longe!
Ah, esta é a alusão de quem não sabe amar, mas que ama mesmo sem saber! E tudo isso era o que estava por escoar bem abaixo da terra, pois antes de chegar ao fogo, é mesmo preciso passar pela água. E as nascentes de tudo é o que cai do céu!
Tudo cai como senão precisasse de outra coisa, senão a própria forma em que foi feita. E tudo isso é o que está por dentro, escondido de todos, porque nada mais pode ser senão o que está incrustado na crosta.
Ah, tudo é mesmo o que escondido foi, para que tudo fosse protegido, como assim está, e ao longe tudo fica dentro do perto. Porque tudo está tão próximo; e pronto. Para o agora, que agora, não me falta nada mais... Porque tudo é o mais que está calado na madeira que foi vista, uma vez antes, viva! E não se perde, porque tudo que é vivo nasce do que é morto... e assim , é que tudo chegou a ser como é!
E assim, as cidades não percebem que os canos trazem tudo aquilo que em chuva é a beleza do escoamento delas mesmas. As cidades são a concentração do homem, em si! Mas ainda existem os campos ao longe... ao longo de toda a vida, que submergem de tudo o que a cidade deixa escapar sem que perceba... E tudo é o que passa despercebido, para que um dia seja sabido por todos àqueles que se cegaram pelo papel, que não é mais do que a ilusão das árvores mortas, por amor, de alguma forma... sim, todo crime é cometido por amor! Nada é tão profano e sublime como o amor.
O amor é o que contém tudo. O amor é a água que escoa... é a água que flui, e que nos faz fluir... em direção... de tudo aquilo que está sob o navio que navega... sob tudo aquilo que vai... e não se sabe como volta, mas eis que sempre volta!
E nas voltas, das domas da ilusão, tudo está entre o que é real e o imaginário...
E nada é mais do que a imaginação da realidade, que está escondida pela ilusão de ser a própria imaginação. Não há coisa mais real do que os sentimentos... e os sentimentos são todas as ilusões que se misturam em realidade!
E tudo é como o que esvai por não saber... é, é preciso o calor suficientemente grande para que tudo se evapore e chegue às estrelas ao longe! E quando tudo é mar revolto, o revolto é não sair da terra. E a terra é o que deixa a possibilidade de evaporação para que a água, em seu menor volume, será outra na vez em que cai no mar... no rio, do ar...
E sim, enquanto eu, civilizado, na cidade, como em minha mesa a carne tão apetitosa, muitas vezes, ou quase nunca, e disse quase, me esqueço de que como um boi... e um boi não é mais do que a vida que está à mesa para ser devorada, mas acontece que para que o boi esteja picado à mesa, ele precisou viver uma vida quase inteira... porque o mataram, mas a cadeia alimentar é mesmo a parte cruel de tudo! E não há crueldade maior do que a própria natureza em si! E por isso ela deixa de ser cruel... mas voltando ao boi, é, não haveriam os bois, e nem mesmo as borboletas senão houvesse água, que sem pensar eles ingerem... água que sem pensar os percorrem no sangue... Afinal, borboleta tem sangue?
E eis que o sangue é a minha água... eis que o meu corpo é mais sangue do que carne... e eis que como a carne do boi, com sangue, o com o sangue já quase todo evaporado pelo cozimento.
A ilusão da cidade, é a ilusão de que não existe natureza... a ilusão de que a água nos está debaixo do sol, mas sim, somente a chuva! É a ilusão de quem vive preso a um castelo de artifícios para que tudo seja a prática da vida, sem que a vida seja vista, senão pelo medo da própria morte... e tudo é o que está a voar no ar, como o próprio do vapor, que antes que chova eu já inspirei... Ingeri! (Opa, eu também mijo.)
Sim, eu chego a beber água enquanto respiro... ou melhor a aspirar a água sem que eu veja... ou não, porquê isto é só o oxigênio! E não o nitrogênio que se esparsa ao ar.
Ah, mas eus a pegadinha dos segredos calados... o nitrogênio é a maior partícula dos elementos químicos ao ar!!! HAHAHAHAH, tudo é mesmo isto!

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criado por furquimjr
14:27:50