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Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
E eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
(Trilha de Paraíso Trocical - Cazuza)
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É engraçado, estranho, fantástico..., como cada vez mais e mais perco, eu, a noção de tempo e espaço das coisas! Sim, tudo é tão maravilhoso, tudo é tão como deveria ser que me invade uma paz inexplicável!
É, acontece que hoje, e este hoje poderia ser qualquer hoje de qualquer dia! Entende? Pois é. E assim, hoje, tive experiências que não são passíveis de entendimento, são passíveis de uma certa sensação de não ter o que fazer, como a sensação de sentar-se em frete à TV, e tirar os chinelos, e ficar ali... deitado, no sofá, de meias, assistindo... tranqüilo!
Pois é, e quanto ao espaço é isso! Hoje sai da sala (de aula) para descer no prédio e fumar um cigarro, para celebrar o sossego de ser quem sou, e de estar onde estou, e apesar de todos os apesares, é só ter mesmo é que deixar tudo ir, e vir, naturalmente! Então, abri a porta, sei lá, como quem abre uma porta, mas que estava ali o tempo todo, esperando, para ser aberta, por mim!
Abri a porta, sai, e falei com alguém, bebi água, e apertei o botão para chamar o elevador! Sim, apertei o que indicava a seta para baixo, e uma luz verde, clara, se acendeu ao redor do botão, prateado e fosco! E enquanto me afastava ainda conversava, mas o engraçado é que enquanto isso eu me pegava escolhendo palavras, naturalmente, como agora, e olhando os visores que indicam em que andar os elevadores estão. Como são quatro elevadores naquele prédio, eu, olhava de um para o outro tentando saber qual chegaria primeiro ao sexto andar, onde eu me encontrava!
Mas acontece que tudo aquilo era demais para mim! Aquele visor, negro, com aquelas luzes vermelhas! Parecendo pontilhadas para formar os números e as setas que indicam se aquele elevador sobe ou desce. E eu estava em que andar afinal? Sei lá, mas quando um dos visores mostrava a letra “T”, eu, logo achei que era o meu elevador, mas não, e lembrei, estou no sexto andar de um prédio, no centro, de São Paulo! Ah, meu Deus! Que confuso. Sei lá, até poderia achar que eu – não estava ali! Porque de alguma forma eu, ao mesmo tempo em que vivia tudo aquilo, eu, também, imaginava! E sim, lá estava eu, olhando para o elevador, e me imaginado de costas para mim, que no caso, estaria olhando, também, para o elevador, e todo o resto! Ah, estou enlouquecendo, não!
Pois entendi tudo e continuei a conversar até que o elevador que se encontrava à minha direita chegou. E o peguei, vazio, era meu, e desci!
Lá, embaixo, eu peguei uns jornais informativos que ficam no hall, para ler, já que eu não iria conhecer ninguém que estava lá, mas acontece que sim, eu encontrei alguém, logo sentei-me e conversamos!
Conversamos coisas que a mim eram passadas, mas para ela não. E então, eu contei tudo o quanto pude explicar que o passado, é mesmo simples... assim como deveria ser o presente! Assim como aproveito o presente! Que, então, ganho!
Bem, depois disso subi, outra vez, e sim dessa vez não me confundi na hora de entrar, mas sim na hora de sair, do elevador! Pois é, na minha imaginação o que era esquerdo estava na direita, e vice e versa! Peguei minhas coisas e desci, tudo outra vez...
E sai do elevador como quem sabe, onde está, como quem sabe aonde vai! Mas acontece que eu sabia, acontece que eu sei! E aí, fui... vou... E ao sair do hall do prédio senti o cheiro da umidade no ar... aquela umidade abafada, de país tropical, a umidade do paraíso, que me escorre pelos olhos, ouvidos, boca... e mãos! Sim, pensei, lá vamos nós, vai chover... vamos!
Cheguei onde estavam os velhos amigos, conversando sobre velhas coisas, no velho lugar, e logo levantei, junto comigo uma amiga, e ficamos falando sobre a beleza dos garotos que iam e vinham, acontece que agora, meu velho lugar é de frente para as quadras, abertas, da faculdade. E de lá vejo os belos rapazes, jogando... vôlei, futebol, basquete ou qualquer uma dessas coisas! E acho lindo! A cada salto, a cada gol, a cada cesta, é tudo belo! Como eles sabem jogar! E eu não. Só sei assistir, e achar bonito, acender meu cigarro e fazer cena, observando à cena. E ver... como a vida é bela! E cheia de cenas lindas, a vida é mesmo cinematográfica!
Então, eu e ela, minha amiga, fomos olhar tudo de mais perto. Afinal o papo é sempre o mesmo! E os garotos sem camisa não! Pois é. Ficamos lá, olhando, observando, como quem assiste à TV, como quem não tem nada melhor a fazer a não ser olhar, admirar... e gostar; gozar... gozar de tudo, de tudo que está ali, ao alcance dos olhos, das mãos, do gosto, do gosto... de viver... viver gostando, e gozando!
E Então, começa a chuva, e tudo é belo! Eu, indo para casa! As ruas, as, pessoas, os carros, tudo é tão lindo; a chuva que cai sobre o chão, os telhados, a igreja, ao longe, distorcida à visão, pela chuva, e eu... caminhando, passeando, calmamente por uma São Paulo, apressada, e molhada. E os carros com seus motoristas apressados para chegar a lugar nenhum, com os limpadores, de pára-brisas, trabalhando incessantes, velozmente, ensandecidos, insaciados!
E eu, passando!
E vejo. O quanto a cidade mudou, sem outdoors, sem cartazes, tudo limpo, tudo em paz! Tudo funcionando, e tudo, chovendo... lavando minha alma, descansada! E como a cidade mudou! Tudo é tão diferente, me parece a mesma São Paulo de agora! A São Paulo que não precisa de mais nada, a não ser dela mesma, dela e de tudo o que é belo, como a limpeza de tudo!
E sim, as placas, brancas, com os nomes das ruas só me dizem que sim. O futuro, é lá, que eu vou viver a melhor parte da minha vida. As placas só me dizem que sim, o futuro, é agora! É, tudo está nas luzes, dos bares, casas, e carros; e tudo é cinema!Ah, cinematográficas ruas, pessoas, beleza! Ah, é tudo lindo, é sonho, é vida!
E o dia escureceu, e eu, dentro do ônibus olhando! Observando, e as luzes, lentamente se acendendo por onde passo! E tudo ficando, mais claro, para trás. E só passo! E passo feliz... feliz ao ver que tudo está como deveria estar! Tudo calado, tudo com barulho, que não me alcançam... Tudo é a Bossa Nova que escorre como a chuva pela cidade, grande, linda, com beleza que não há como descrever!Ah, são as lojas, as pessoas, a chuva, as luzes, a rua. A vida! E a impressão de que o tempo vai e volta enquanto eu apenas assisto! E sim, vejo o Rio de Janeiro, em mim, a minha volta. E vejo São Paulo, a me passar, como o passado! Eu – vejo – Brasília! Ah, e os carros passam, e eu passo, dentro do carro, e todos estão como deveriam, e tudo está... na mágica, que me molha, e chego, desço do ônibus, compreo meu cigarro, e sei: o mundo é meu! A vida é minha! Tudo é nosso! E vamos... seguindo... porque tudo está como está, e tudo é a paz! De viver, e somente viver! E vivo! Eu – estou – vivo! Vivo! Viva!!!
E a lua? Ah, está cresce... e como cresce!!! Mesmo por de trás das nuvens!
É a noite, é a vida, é a beleza, e tudo é só. É só, viver... e vivo! Vivo! E tudo são só meus olhos, ah, e vivo, a olhar, a contemplar, o bem e o mal, que eu mesmo fiz, para mim! Para mim que sou, hoje, parte, de um nós! Estou a viver, em nós! É, melhor do que amar, é ser amado, e eu me amo, eu o amo. Eu nos amo! Amo.
Amo, viver, amo, amar, meu Amo!
Express yourself, don't repress yourself
And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [it's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's humannature]
Did I say something wrong?
Oops, I didn't know I couldn't talk about sex
[I musta been crazy]
Did I stay too long?
Oops, I didn't know I couldn't speak my mind
[What was I thinking]
"I´m absolute no regress"
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Os meus sentimentos giram dentro de um carrinho, um coração, em uma montanha-russa, e russo demais é o frio que sinto por vezes, e bom é o vento que está a bater em minha face, que me revigora, me acorde de qualquer sentimento efêmero demais para ser eterno, e não mais do que dentro da eternidade de um instante que ecoa todo o silêncio da velocidade de minhas emoções, que são apenas a raiz de cada raio, de luz!
E é tudo um relâmpago de mim, para mim, que se espalha por tudo, e é só o sol da manhã que vem quente, mas sinto-o como a coisa morna que escorre dos céus direto em minha pele, em meus olhos, que enxergam tudo quanto é pouco para que se possa ser de alguma forma a profusão de tudo o que sinto e que fica reteso, em mim!
E Não saber ao certo o que de tudo que se passa a todo instante...
Ah, existem coisas que me cercam, e existem coisas que só o amor pode fazer! Há tantas coisas para serem vistas, e tantas outras a serem ditas que tudo, em palavras, é o escasso!Ah, há coisas que somente o sexo pode fazer pelas almas que atormentadas e desoladas se unem para que a alegria e a felicidade sejam plenas, e amemos como o que é palpável como o suor que explode dos poros, e tudo escorre, de um para o outro, em tantas sensações, contemplações... e abstinências de si mesmos! E tudo o que era apenas o mesmo e toda a chatice de ter que acordar, para depois adormecer, novamente, passa a ter o sentido, de todos os sentidos que adormecidos, revelam tudo o que estava apenas implícito e cravado por entre a alma e a carne!
E a carne é tudo o quanto me sobra, para que eu seja, animalescamente, humano! E tudo é apenas o instinto, extinto, do amor e das coisas profusas que se espalham por entre cada uma das gotas, de suor, quente, que escorrem e que são lambidas, pela língua, que cheia de saliva faz com que tudo seja o gosto, o gosto da carne, que faz de mais a mais querer... ainda mais, para que tudo seja de tal forma tudo, que o resto é apenas o resto!
E o restante, é aquilo que escapa por entre a pele! Pele esta, que é de grande beleza e ardor, como só o amor pode ser!
Mas acontece que por sua vez há coisas que não são explicáveis. Como a maturação do corpo! É como olhar um garoto, lindo, e jovem, que é tão desconhecido que é apenas mais um garoto! E ao ver a sua jovialidade, sabe-se que este homem, ainda não é um homem! É apenas, um menino E só se pode ver isso quando se olha para o rosto dele, perfeito, ao meu olhar, e vejo que não, ele não tem a aparência de cansaço que vejo em meu espelho enquanto contemplo-me, e repilo-me, logo pela manhã, enquanto escovo meus dentes!
e não tão só isso, como ao olhar para o lado, vejo um homem! Um homem que a mim é tão belo quanto o garoto! Mas ao mesmo tempo em que se parecem, e os dois com beleza comparavelmente parecidas, o homem tem algo que o garoto ainda não tem... uma espécie de tristeza e cansaço, a melancolia, que o embala no cotidiano, que nos olhos dele, vejo, que não passa! E sei exatamente como é!
E olho de um para o outro, vejo a beleza. E sei que o homem é muito belo, mas de alguma forma sinto sede pelo garoto, ele tem um frescor de vida, que me parece com água! E quero bebê-lo, beijá-lo, acariciá-lo... enquanto pelo homem, sinto, sinto.... sinto... Fome, fome! É diferente, e mais e mais... Possuidor! De alguma forma é incontrolável, e mais sujo, profundo, e intenso, mas que nem por isso o faz mais desejável do que o garoto!
Sim, eu sou feito de fome, e sede! E é apenas isso..., sim sinto mais sede do que fome, mas fome dói mais!!! É, é apenas isso o que me atormenta, e alimenta!
Eu não sei se é dia ou noite
Por favor, não conte
Tire o fone do gancho
E grite meu nome
Feche a cortina
Desligue o rádio
A televisão sem som
Já é um bonito quadro
Pro nosso amor descarado
Virado (virado)
O mundo lá fora
Não serve pra nada (pra nada)
Eu não sei se o nosso caso
Vai durar ou não
Se o que sinto por você
É doença ou paixão
Acenda as luzes todas
Perca a razão
Vem, me procura e encaixa (encaixa)
No escuro do meu coração
Pro nosso amor descarado
Virado (virado)
O mundo lá fora
Não serve pra nada (pra nada)
Ah, é tão triste olhar ao redor, e ver! Ver que cada vez mais a estupidez e o egoísmo humano destroem tudo o que há de mais belo na vida!
Ver que tudo passa, e que tudo está passando é tão simples, que na verdade, eu, já não teria mais motivos para estar sentindo-me como uma pedra!
Como uma pedra!
Sinto-me tal qual uma pedra que no meio de tantas outras não tem valor algum. É apenas mais uma, entre tantas outras, que dentro, dentro do silêncio denso e rochoso há tanto que, são apenas os detalhes da vida mais iminente e borbulhante, mas que de tanto a tanto tudo é o mesmo, que fica preso na garganta!
Ah, parece que me transformei em algo que não é mais aquilo tudo, só por estar tão incrustado em tudo o que sinto, em tudo o que vejo, que resta aos olhos d e quem me olha apenas aquilo que eles vêem!
Mas sinto, mas vejo: São todos cegos! E eu não sou muito diferente! Mas acontece que não sei mais como tentar mostrar tudo aquilo que sinto!
E nem ao menos as palavras, já não me são mais tão sinceras quanto eu gostaria que fossem...
É, talvez, mas bem talvez, eu deveria apenas deixar que tudo fluísse como agora, sem nem ao menos preocupar-me com o que está sendo dito!
É. Pois bem. Então direi que ao descobrir o peso de cada palavra me assustei. E de tufo o que me assusta, é esse o tudo que me fica preso! Parece que não sei mais chorar, e nem rir, espontaneamente!
De alguma forma tudo ao redor é tão abstrato que o meu sentimento é o que me deixa preso. De mim, para mim. Um outro eu, um outro mim, que tudo a mim condena, que tudo a mim revela! E de tudo o que está secretamente em mim, sem segredo nenhum, é o que devo ou não dizer!
Não confio em ninguém! E por isso nada, nada a mais do que está interferindo nos meus sentimentos podem ser ditos pela minha boca!
Tenho medo de falar!
Tenho medo de dizer as coisas mais banais de mim, cada vez mais eu me pareço falso a mim!
É como dizer que tudo isso é quando estou em contato com um outro, talvez, seja apenas a fantasia de tudo o que invento, e que já não sei mais como expressar para mim, como as coisas são de verdade!
Qual é a realidade? Talvez não seja bem essa a pergunta! Mas sim qual dentre as mil fantasias que vivo, que a mim, é mais real? E por que esta só faz sentido a mim?
É porque, talvez, seja somente eu é quem vive, dentro de mim, somente eu sei como é estar vivendo entre tanto, entre tantas as coisas que vejo, e que simplesmente, tenho que me calar!
É porque dizer tudo sobre isso é o mesmo que aterrorizar o mundo! E exatamente assim é que me assombro tanto, que nada parece escoar de meus milhares de sentimentos? E tudo isso porque tento fugir de quem eu sou! Este alguém que apenas sabe discorrer os sentimentos em palavras para ver se consegue, ao menos, respirar o ar que é mais puro do que a própria claridade em contrapeso com a escuridão da minha própria mente!
E por fim, é como se eu de fato não confiasse na minha própria mente, que trai meus sentimentos, e faz com que eu não saiba, porque de alguma forma estou tentando saber!
E é como se tudo isso, pouco a pouco, me corroesse, me consumisse, e de mim, sobra bem pouco para que, de fato, viva, viva como os tantos outros que passam, por mim, nas ruas, nos ônibus, na TV, e que finjo que não os vejo!
E fingir não é o mesmo que não existir!
Então, tudo isso é mesmo algo que existe, porque senão não seriam palavras em desalinho que estão sobrepostas em seqüências para que tudo isso não me aniquile! Estou em frangalhos do que poderia ser toda a beleza, mas que de alguma forma é como se não me fosse permitido ser tudo o que sou! Porque cada vez mais e mais parece que ser quem sou é tão incômodo aos outros, que por sua vez, os outros incomodam a mim!
Ora, mas veja bem!
Como posso ser livre? Como posso sorrir? Se já não sei como é que se chora? Como é que simplesmente se chora?
Não sei! Não sei!
Hoje, enquanto chovia, sentia-me tão entempestuoso que não pude mais do que olhar pela janela, e foi aí que saiu o sol, por entre as nuvens, que cinzas, já não encobriam mais nada! E tudo foi suavizado, mas nada disso me deu alívio senão o olha de quem olha, e só olha, como se já não fizesse parte de tudo o que está ali!
E assim, é que nesse exato instante começa a chuva outra vez! E o silêncio da madrugada é cortado pelo som das gotas que batem no chão, e do veto que balança as árvores, levo apenas a força, do mudo, do terror, de estar em um lugar que parece tão fantasmagórico que chego a ter quase, e apenas quase, com tanta ironia, a sensação de que estou morto!
Será que de alguma forma eu morri e não percebi?
E será que estou sendo metafórico? Ou apenas falo a realidade!? Não sei. Parece que ando por entre coisas e pessoas que não existem senão na minha própria imaginação! E a chuva de agora é só o complemento de toda a minha solidão e destruição humana!
Engraçado que acabo de notar que o meu medo de machucar os outros só machuca a mim! Sei lá, esse é o meu mal!
Parece que é maldição, toda vez que quero mais do que tudo o que estou olhando, é como me sentisse tão machucado que eu apenas não consigo esticar o braço para pegar, com as mãos!
Ah, é como se o calmante que tomei estivesse em meu sangue e fica difícil deslizar a caneta, vê, como é difícil esticar a mão!
E quem sabe mais um cigarro? Ah, talvez tudo se apague se eu parar agora, mas é como se eu já estivesse parado, porque a mente é mesmo o que me destrói em tudo o que me é simples! E agora – tudo me dói!
Engraçado é ver que ao soltar a caneta, a chuva também parou! Mas tudo por uma mentira de me dizer calma, quando apenas me deu um pouco de sono!
Enxaqueca é um mal que só me dá quando tenho o peso da mente ao carregar! E minha cabeça tem esses lampejos de dor! Assim como a luz, que falha, é o temor!
Temo que tudo seja como é! E sei que é!Mas como de fato acordar? Não sei! Sei que quero!
Quero acordar!
Não! Definitivamente não tenho mais forças ara viver a farsa que vivo, mesmo estando morto!
E falo sobre mim! Mim mesmo que explode em eu! E saber? Saber o quê se tudo me parece inexistente! Quero apenas acordar onde devo acordar! Ou será que é assim mesmo!?
De fato, acho sim que nem mesmo esse papel existe, mas porque ele não desaparece, assim como o eu, e, todas as coisas que me rodeiam!
Ah, e nessa hora de querer mais do que o que está! Vem sempre o passado! Que só me fere!
E o que fere é saber que não levito, mas a cinza do cigarro não cai quando esqueço por completo da gravidade!
E isso porque não existe cigarro, não existe cinza, não existe gravidade!
Eu – não existo!
Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor meu bem
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz
Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim vai ser melhor meu bem
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver
devolva-me,
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Devolva-me,
Devolva-me
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Ao fim do dia, de mais uma semana, sou só eu, sentado, em um ônibus, voltando para casa!
Sim, de certa forma é tudo tão confuso que nem sei. Olho pela janela e vejo tantas coisas, que apenas observo, tão atentamente quanto posso. Há muito que olhar!
E ao mesmo tempo olho para trás, em minha vida, sei lá, lendo um livro que por detrás das palavras vejo toda uma vida que me ficou para trás, mas que de uma forma ou de outra, ainda, está comigo, a caminho da minha nova casa, que é tão velha a mim, e a tudo o que passou quanto poderia ser!
Esta casa, a que me refiro, a que me insiro, agora, enquanto me refiro ao ônibus, é ainda, a mesma. A mesma a que meu avô construiu e morou. E digo ainda mais... avô que me lembro pouco, mas tenho uma imagem dele em minha cabeça...
Ele, sentado, quase deitado, com uma perna cruzada em cima da outra, em foram de T, assim como os homens sentam-se! Mas sim, o que isso mais me lembra? Ora, o cheiro, o cheiro de seu cigarro de palha, cheiro parecido com o que sinto agora, estou sentado perto de um cinzeiro que está prestes a transbordar, mas eu não limpo... tenho muita preguiça, como diria Salinger, em seu Apanhador No Campo de Centeio, é preciso estar com o estado de espírito para limpar o cinzeiro!
Na verdade, isso tem haver o que com minha casa?! Ora, tudo. Uma, o cinzeiro deixa lembrança, única de meu avô, que, aliás, ‘morreu’ quando eu tinha meus quatro anos de idade. E que ainda lembro, de uma forma ou de outra...
Mas o que importa tudo isso quando estou no ônibus? Ora, tudo. Porque lá estava eu, pensando no pai de meu avô, que de fato, não o conheci. Só ouvi falar...
E de ouvir falar, sei que ele era índio, índio mesmo, sabe? Não, eu quase não sei, porque só imagino como ele deveria ser. Um índio, um índio mesmo! Ah, dá para acreditar, não sei, é parece que meu bisavô é imaginável a mim, mas não muito palpável, em idéias.
E o que isso afeta em minha vida? Ah, sei lá, é que ouço tanta gente falar de tanta coisa que fico pensando de onde mesmo é que eu vim! E sim, eu tenho mesmo sangue VERMELHO!!! Vermelho, não é brincadeira. (!)
HAHAHA, achei engraçado! Enfim, sangue é vermelho de qualquer forma! Vermelho escuro!
E sim, minha pela escura, de onde veio, se meu bisavô materno e ao mesmo tempo paterno, porque falo sobre o pai do pai de minha mãe, era um índio legítimo, do outro lado, só sei que a mãe da mãe de meu pai era uma escrava, legítima, também! Ah, tudo é tão estranho!
Porque veja bem, meu sobrenome materno, recentemente, fui informado por um primo, que tem esse mesmo sobrenome como paterno, de que esse sobre nome é português. Mas veja bem, não sou nada europeu, não sou burro, HAHAHA, como um português!
Mas, no entanto, descobri que meu sobrenome paterno é um tanto misterioso, significa: faca! HAHAHA, apropriado, achei. Além do que diz que é de origem austríaca,ou seja, sou mesmo é conterrâneo de Hitler, não é maravilhoso??? HAHAHA, só que em versão negro, com sangue de índio! HAHAHA, como diria Alanis, e isso não é irônico???? HAHAHAHAHA!!!
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Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão como um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
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Mas, seu eu ainda continuar a investigação de minha origem, em pleno ônibus, posso perceber que tive educação, digo formação. Totalmente, cristã!
Mas ora, primeiro porque ainda estudo em uma universidade que é presbiteriana, e segundo porque estudei em colégio de freiras a vida inteira!
Sim, primeiro estudei em um colégio que não sei bem qual é a origem, preciso pesquisar depois, ou não! Enfim, depois que me mudei para esta casa, passei a estudar em outro colégio, de feriras também, porém este eu sei que estas freirinhas vieram da França , enfim, que salada!
Bem, traduziram Sacré-Couer para Sagrado Coração, mas não vejo muita diferença, nessa História toda!
Enfim, o que isso muda? Muito, porque logo, minha educação não veio de meu bisavô índio, e nem de minha bisavó negra, veio foi da Europa! Ah, que saco!
Enfim, arrancaram minha raiz, mas enfim, ainda sei fazer chover, obviamente que dançando, não é?
HAHAHA, mas veja que por mais que o colégio fosse francês, era católico o bastante para que eu o considere italiano, romano, o bastante! Mas enfim, Roma não foi construída em uma semana, e também Cristo não era italiano, porém judeu.
Logo, concluo, eu, que, devo mesmo gosta de sofrer, mas enfim, esse é outro papo, e sendo assim, eu vejo que na verdade, minha cultura é tão hebraica, que no fim, tudo deu onde deu: eu comemorei minha formação, presbiteriana, no clube A Hebraica. Comemoração de uma formação que rodou o mundo, e acabou mesmo foi na velha estória da maça.
Ah, tal Eva, tal Adão, que saudade do Jardim do Éden, que derretam-se as geleiras, quero voltar ao início!!!
O ciclo há de se findar! E eu, ah, sei lá, só quero estar lá, e, agora, é só gozar!!!
HAHAHA, and isn’t it ironic?!!