Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn

Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn
<  Março 2007  >
S T Q Q S S D
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31  
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Março 2007, 22

21.03.07

Primeira instância da infância

Prendia o choro e aguava o bom do amor (Beija-flor)

____________________________________________________________

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende

Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se minha mente virasse sol
Mas só chove e chove
Chove e chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove e chove
Chove e chove
__________________________________________________________

Quando, agora, deito-me, em minha cama, sei que posso viver milhares de coisas em um só dia!
E em um só dia restam-me todas as outras coisas! As coisas que me dizem tanto, e que de tanto a tanto, eu, simplesmente, aproveito, de todas elas!
E não há nada para ser comparado como o frescor deste momento, assim como tudo o que me é vivido, sem saber que aquilo é vida! E vivo tanto que chego a pensar na morte!
Não como o desejo, mas como seqüência, aliás, tudo ao meu redor é tão vivo, que não, não existe a morte!
Eis que eu ditado, aqui, é como o que resta de mim, sim, vou dormir, ou melhor, prever o dia que começa agora, mas enfim, não entrarei nos por menores dos sonhos, já que tudo me é muito imaginado!
Tudo isso é a prontidão da imaginação, tão efêmera que é tão somente a imaginação de um dizer. E, por isto, digo!
E dizer!
Ah, vim aqui, ao papel, para dizer sobre o que está em mim! E é tanto, e tão bom, que nem ao menos sei, mas sei que sim! Tudo isso que direi é apenas a lembrança, porque tudo o que está dito, é simplesmente passado!
Ah, e para dizer sobre o passado é que vim!
Sim, é, de alguma forma estou cá, eu, com os meu botões, saudoso!
É a saudade do passado o que me move ao futuro.
Então, digo eu, estou tão exuberante de exacerbação de sentimentos bons, que sinto saudade da tristeza!
Ah, e por isso é que escrevo, para escrever sobre a tristeza passada. Tão passada que é justa parte de olhar, e ver que não é mais aquilo que se era, ou o que se tinha!
Pois bem na maior parte do tempo do meu dia, eu, penso no Tempo!
E para dizer sobre o Tempo, volto eu, ao tempo Tão remoto e tão saudoso!
É, a infância!
Sim, um dia eu, criança de mim, fui mais infantil do que agora. E para provar, ou melhor exemplificar lá vou eu dizer sobre o meu primeiro piscar de olhos ciente de que o Tempo, apenas, havia passado!

Era uma vez um garoto, que não sabia de nada, ele apenas queria aproveitar aquela estadia no litoral, mas tudo, daquela vez era um pouco diferente!
Era a primeira vez que ele tinha que atravessar uma avenida a pé, para que chegasse ao mar!
Pobre garoto, aos sei anos de idade, mal sabia o que era andar!
Pois bem, ele era assim, protegido, andava sempre por entre adultos dizendo “coisas”, como seria até que ele se tornasse um. Mas eis que ninguém dá ouvidos às crianças! Pobres adultos cresceram, e perderam-se, mas enfim!
E no grande enfim da história. Um garoto estava olhando a tudo, e com olhos de quem tem fome! Tudo era novo, não era sair do carro e correr ao mar! Era preciso andar!
E para andar era preciso cair! Mal sabia ele, o quanto ainda cairia.
Pois, sem mais delongas, em um desses dias, ele estava lá, brincando com tudo, na areia, até que a noite caiu, e todos foram dar uma volta! Pois é. E ele também. Sempre tinha alguém para levá-lo, segurando-o pela mão!
E assim ele foi, e foi, apenas, sem saber mais nada, lá, ele havia visto tanta coisa, as luzes revelavam uma noite tão quente e bela!
E de tão bela as luzes na poderiam ofuscar a felicidade de ser amado, e ver que tudo aquilo era apenas o deleite! E ele se deleitava!
Ah, como era feliz!!!
E então, todos os adultos resolveram, conduzir sues filhos para uma sorveteria! E lá, ele pôde escolher seu sorvete, e devorá-lo até que não agüentou mais, era a primeira vez que ele estava vendo sorvetes em potes, e em casquinhas, e não em palitos!
Ora, era estranho, mas era tão bom! E assim ele tomou seu sorvete, voltou, e dormiu.
E sim, acordou ansioso para repetir aquela felicidade! E fez que tanto fez naquele dia, que ele consegui arrastar uma parte das pessoas!
Pois é, uma parte!
E não, nada foi do jeito que havia sido, ou melhor, nada, estava sendo, como havia sido!
Ele tinha vontade de chorar!!! Desesperado, desiludido, ele segurava as lágrimas, para que não dissessem que ele chorava por nada!
E assim, segurou tão forte o choro que não chorou! E sim até hoje, ele ainda tinha tudo aquilo com ele!
É, pois é, por mais que ele tentasse, por mais que as coisas fossem boas, é, nada, e nenhum dia seria igual. Nada seria igualmente com a um momento, quando o momento, apenas acabara de passar!
Ah, nada é mesmo igual. E ele foi para casa, sua casa, de volta à cidade! Mas durante o percurso, na estrada, uma música tocou no rádio, mal ele sabia que era Tim Maia, é era apenas o Lulu Santos, traduzindo em palavras, todo aquele choro entalado e retido na garganta!:
“Tudo que se vê não é, igual ao que a gente viu a um segundo, tudo mudo, o tempo todo, no mundo! Não adianta fugir, e nem mentir, para si mesmo, agora há tanta vida lá foram e aqui dentro sempre! Como uma onda no mar... como uma onda no mar... como uma onda no mar...”
É, ele nunca disse nada, até que cresceu, e hoje, esse garoto, sou eu. Que cresci, e nunca me esqueci nem da alegria, e nem da tristeza! Ah, e eu não tenho culpa, eu tinha, apenas, seis anos!

Ah, e choro, agora, porque sei que esse dia, ah, tão feliz, nunca há de se repetir!
É, já estou com saudades de hoje!
E sim, hoje já sou velho e tudo é claro para mim, e sim, hoje me dou ao luxo, sim, sou grande o bastante para chorar!
E choro fito criança!Como uma criança de apenas sei anos de idade, e que viu, que a vida, apenas diz, e quando grita assim, dói! E dói tanto que é preciso ser mesmo grande para suportar! Essa é a minha única mágoa do passado!
Sim, sempre reclamo: “Não podia ter sido aos doze anos???”

Ah, agora posso dizer: Tenho vinte e dois, e não sei mais!

  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 23:01:59