Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn

Rainha de Espadas

I have a tale to tell. Sometimes it gets so hard to hide it well. I was not ready for the fall Too blind to see the writing on the wall. A man can tell a thousand lies I've learned my lesson well. Hope I live to tell the secret I have learn
<  Maio 2008  >
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Terra Blog

18.09.07

O Rio

E nem ao menos se eu não quisesse acreditar... tudo já me foi tão provado , que simplesmente, tenho que deixar que tudo me escorra... tenho que permitir que a fluidez de tudo permaneça em mim assim como, nas coisas que me cercam...
Tudo é o símbolo de mim a mim, e do tudo a minha volta, que me envolve e me envolta nas voltas da Terra, que me é só a água do mundo.
E como explicar que o sal está tão longínquo de mim, quanto poderia estar na fantasia, e no que há de mais fantástico nisso tudo.
É, do outro lado do espelho é preciso sempre mais... para que não se perca o ínfimo de estar sendo refletido de costas... ou melhor, na frente... é como olhar nos seus próprios olhos diante do espelho; e se ver refletindo dentro dos próprios olhos...
E tudo é a imagem que me invade, e que se explode, em palavras... em sentimentos... em tudo o que se cala dentro do meu peito... e tudo vai crescendo, lentamente, como haveria de ser...
Nada nasce pronto. E por isso é que é preciso aprender, e só se aprende observando, e sentindo o que se observa. E essa é a mágica de saber que tudo é mesmo o que está ali, a diante de seu coração.
E não há como negar os sentimentos, por mais que a razão invada tudo, que é perpassado nos dentes de quem tem medo, e os aperte firmemente para que não veja. Mas acontece que não há como ser cego, quando se tem olhos de lince... e os olhos de lince é justamente a sonoridade das coisas que são vistas pelo que passa, sem que os homens vejam, assim como são. E tudo é de igual forma o que estava dentro do pensamento... e lentamente se esvai no vento.
Ah, é o vento que leva tudo, o que sobrevoa a natureza que escoa da mente.
E são as águas que podem conter todas as folhas secas que caem ao chão, pois é tempo de renovar... é tempo de morrer para nascer... e é assim que me vem o inverno, o inverno que me gela todas as águas... que refletem tudo o que estava por superfície de existência.
Mas a existência do reflexo é inegável... é inegável que existe o mundo oculto que está bem diante dos olhos de todos... e não só as fadas, como todos os outros seres que pareciam inanimados, até que tudo passou a ser como se deveria... Assim quando tudo ganhou forma... Tudo ganhou o que está incrustado dentro do segredo, da fênix , que se vê obrigada a renascer, mesmo que suas cinzas estivessem abaixo da água!
Sim, a água é aquilo que se mistura... o que não permite que as coisas se percam... e os rios correm, diretamente do Planalto Central, para todo o resto do mundo!
Ah, o Brasil é o centro do mundo, e ninguém vê. Ou somente eu que não via... sim, são tantas as ilusões que a Terra pode oferecer, que é mesmo difícil ver que tudo estava no reflexo da tela, que me reflete agora, de costas... e tudo está vivo, do outro lado do vidro... e não se faz vidro sem areia... Mas também não se faz sem água. Nada pode ser transgredido senão pelo o que está dentro do mais ínfimo.
Tudo foi tão bipartido que é mesmo difícil decodificar a sonoridade, da água que me cai do céu, sem a piedade, sem remorsos... Tudo é o que chove, para que se dê continuidade...
Ora, mas as secas das almas hão de prejudicar tudo aquilo que era tão, naturalmente, belo... o mundo não há de se perder, pois ainda assim existe o gelo... que neste instante derretes-se ao mar... E a água?
Ah, a água doce mistura-se à salgada, até o ponto em que o sal será todo diluído nela, que cresce em volume; líquido... todos os segredos estão sendo desvendados. Lentamente. E talvez não seja possível descobri todos agora, mas um dia, ah, um dia tudo será o que estava escondido na noite... o reflexo das águas ao ar... ao longe!
Ah, esta é a alusão de quem não sabe amar, mas que ama mesmo sem saber! E tudo isso era o que estava por escoar bem abaixo da terra, pois antes de chegar ao fogo, é mesmo preciso passar pela água. E as nascentes de tudo é o que cai do céu!
Tudo cai como senão precisasse de outra coisa, senão a própria forma em que foi feita. E tudo isso é o que está por dentro, escondido de todos, porque nada mais pode ser senão o que está incrustado na crosta.
Ah, tudo é mesmo o que escondido foi, para que tudo fosse protegido, como assim está, e ao longe tudo fica dentro do perto. Porque tudo está tão próximo; e pronto. Para o agora, que agora, não me falta nada mais... Porque tudo é o mais que está calado na madeira que foi vista, uma vez antes, viva! E não se perde, porque tudo que é vivo nasce do que é morto... e assim , é que tudo chegou a ser como é!
E assim, as cidades não percebem que os canos trazem tudo aquilo que em chuva é a beleza do escoamento delas mesmas. As cidades são a concentração do homem, em si! Mas ainda existem os campos ao longe... ao longo de toda a vida, que submergem de tudo o que a cidade deixa escapar sem que perceba... E tudo é o que passa despercebido, para que um dia seja sabido por todos àqueles que se cegaram pelo papel, que não é mais do que a ilusão das árvores mortas, por amor, de alguma forma... sim, todo crime é cometido por amor! Nada é tão profano e sublime como o amor.
O amor é o que contém tudo. O amor é a água que escoa... é a água que flui, e que nos faz fluir... em direção... de tudo aquilo que está sob o navio que navega... sob tudo aquilo que vai... e não se sabe como volta, mas eis que sempre volta!
E nas voltas, das domas da ilusão, tudo está entre o que é real e o imaginário...
E nada é mais do que a imaginação da realidade, que está escondida pela ilusão de ser a própria imaginação. Não há coisa mais real do que os sentimentos... e os sentimentos são todas as ilusões que se misturam em realidade!
E tudo é como o que esvai por não saber... é, é preciso o calor suficientemente grande para que tudo se evapore e chegue às estrelas ao longe! E quando tudo é mar revolto, o revolto é não sair da terra. E a terra é o que deixa a possibilidade de evaporação para que a água, em seu menor volume, será outra na vez em que cai no mar... no rio, do ar...
E sim, enquanto eu, civilizado, na cidade, como em minha mesa a carne tão apetitosa, muitas vezes, ou quase nunca, e disse quase, me esqueço de que como um boi... e um boi não é mais do que a vida que está à mesa para ser devorada, mas acontece que para que o boi esteja picado à mesa, ele precisou viver uma vida quase inteira... porque o mataram, mas a cadeia alimentar é mesmo a parte cruel de tudo! E não há crueldade maior do que a própria natureza em si! E por isso ela deixa de ser cruel... mas voltando ao boi, é, não haveriam os bois, e nem mesmo as borboletas senão houvesse água, que sem pensar eles ingerem... água que sem pensar os percorrem no sangue... Afinal, borboleta tem sangue?
E eis que o sangue é a minha água... eis que o meu corpo é mais sangue do que carne... e eis que como a carne do boi, com sangue, o com o sangue já quase todo evaporado pelo cozimento.
A ilusão da cidade, é a ilusão de que não existe natureza... a ilusão de que a água nos está debaixo do sol, mas sim, somente a chuva! É a ilusão de quem vive preso a um castelo de artifícios para que tudo seja a prática da vida, sem que a vida seja vista, senão pelo medo da própria morte... e tudo é o que está a voar no ar, como o próprio do vapor, que antes que chova eu já inspirei... Ingeri! (Opa, eu também mijo.)
Sim, eu chego a beber água enquanto respiro... ou melhor a aspirar a água sem que eu veja... ou não, porquê isto é só o oxigênio! E não o nitrogênio que se esparsa ao ar.
Ah, mas eus a pegadinha dos segredos calados... o nitrogênio é a maior partícula dos elementos químicos ao ar!!! HAHAHAHAH, tudo é mesmo isto!
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 14:27:50

O Rio II

É, e tudo isso que digo, flui... flui por si só, de tudo o que está entre nós, entre os nós que me decapitam e me deixam somente com a ciência de não ter ciência alguma, porque tudo é mesmo o escuro do amor... que me influi, e flui para fora de mim como o que há para ser fluídico... é a água está em todos os lugares...
A água é o que me salva da sede de viver! E só se pode matar a sede quando se tem! Pois é, quem sabe quem tem mais sede, é quem tem a água! E só se sabe disso, porque se ama! E não há como não saber que o amor é o que resta para que se tenha, mais ou menos, sede, digo eu!
Sim, porque aquele que está sedento sabe de sua secura, e precisa! E precisa tanto que somente aquele que sente é quem sabe! E eis que volto ao meio de tudo, para que depois chegue ao começo, ou ao início de tudo o que não vi! Mas enfim, as coisas se repetem mesmo, por que a água escorre, mas um dia também evapora, e chove... tudo outra vez... e isso é o que mais interfere na sede daquele que olha a água!
Quem olha a água tem sede diferente daquele que não a vê! E quanto mais se vê água, mais se quer beber... e quanto menos se vê água, mas sente-se falta dela, sem saber... pois bem, isto é o que faz de nós o que somos! O que somos com tanta sede! Esta coisa sólida que voa, por entre tudo o que está por entre o que estava ao ar...
Ah, a água é mesmo a mágica da vida, de quem sabe mesmo é ingerir as coisas como elas são! Não se precisa aprender a beber água, apenas nasce-se bebendo! Apenas nasce-se com sede!
Eu tenho sede! Eu amo, e por isso preciso amar! Eu bebo água, e por isso sinto falta dela! Ah, preciso de um copo d'agua!
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 14:25:35

O Rio III

E quando sinto o cheiro da tempestade no ar, enquanto, estou sentado à mesa, é porque tudo me é muito úmido. A umidade é aquilo que nos salva de tudo o que nos cerca! A umidade é o que resta a todos nós, em meio ao tudo aquilo que nos deixa ocos.
É, porque o fogo, em contato com pele, faz com que esta solte a água, que fica presa, em bolha... quando o fogo nos toca, tudo fica mesmo é aguado... e não há coisa mais aguada do que a saudade.
A saudade é a água que evapora, a água que afoga, a água que fica escondida no peito, enquanto se respira... sim, tudo é a água, que é o único elemento que é capaz de refletir...
Tudo é a água, do espelho das ilusões vividas! E viva, a água está no vento frio que chega ao outono de qualquer ano, e que vai ao seu longo até que tudo seja o calor da primavera que faz tudo borbulhar, como a ebulição da natureza em seu altivamento... e que olho através do vidro, aguado, das janelas de meus olhos... e vejo tudo tão resplandecente, que só me resta suspirar, para que a água não me falte, assim como o amor, que é água. Enquanto a paixão me é fogo!
E tudo isso é viver, entre a mágica e a insensibilidade dos homens que estão ao redor... e eles não sabem que de tudo se pode, enquanto tudo se proíbe... e por isso é que é mesmo proibido sentir o suor da febre, que evapora tudo aquilo que nos queimava, e nos sobrava... e que nos restava, como o sentimento borbulhante do sangue, que, agita-se, dentro do corpo como que querendo a liberdade mais sublime que se pode atingir...
Tudo é o que se pode ver, através, do reflexo da água dos rios, dos mares... a água é mesmo o movimento da vida! Não a própria vida. Porque não se pode fazer vida de uma só coisa, de um só elemento... tudo é a integração que a água, também, permite. E tudo é a permissão de viver livremente, entre tanto!
Entretanto, é de entretantos que se vive o pouco de cada coisa, e sem que se perceba. E assim, é que tudo nos flui, na incrível paisagem dos olhos vivos, da alma, que é mais viva ainda, e que; está sedenta por mais do que o que esparsa aos olhos de si mesma.
Ah, e tudo são as portas que a água traz... as águas são o que nos debulha, em lágrimas, em sorrisos, em mais vida do que o que outrora foi vivida, do que outrora foi sentida, como a própria vida!
Tudo é o que está plasticamente dentro d’água, que não deixa outra sensação a não ser a de que tudo tem uma superfície, para que se tenha a densidade do dentro... do que está inserido por dentro da própria carne, aguada, que me parece tão sólida quanto a superfície, de terra! Mas que na verdade é o que me oculta tudo o que é mais denso de tudo, a tudo!
Isto não é mais do que aquilo que se pode ver através das janelas d’alma, das janelas do palácio, em que me encontro... e só posso ver muito, ou melhor, ao longe... por que estou em um plano alto... Em um planalto... (!)
E tudo me é o centro que borbulha a água que se esquenta com o fogo, e faz de tudo uma onda gigantesca que invade todas as cidades que me cortem o coração... cheio de ruas, becos, e sarjetas... e tudo é o que está implícito na água, que escorre, e não deixa senão o seu rastro, que logo será submerso pelo o que a evapora; e a faz ferver em estado natural... tudo o que me começa como água, me termina por ser ar... e meu ar é que me faz ferver, o que me faz respirar; e viver!
E tudo é só o amor! O amor, que é tudo o que está refletido na superfície, aquática, e densamente sentido em seu interior marítimo e fluvial de mim mesmo, e tudo me pluvia... como só poderia ser, ... A água!
Tudo me é aguado, aquático, tudo me é o que escorre de mim, para o mundo; e do mundo para mim, em outra forma... Tudo é o que me vem e o que me vai, como a água que me chove por todos os lugares na intimidade de um só instante, em que eu me peso, em que eu sou, o que está por entre tudo isso. E tudo o que está por entre a gravidade da coisa, que se esvai, e que me vem... e que tudo explode... em uma só gota, que se divide em outras; no instante em que ela cai no rio!
E tudo me é a gota em estado de espalhamento, de divisão... que explode em minha mente, a água... é só o bombardeio dela mesma, em mim, e de novo... E de novo nela, mesma! AH, água é só o escoamento do que me é sólido... o que mijo... é o que respiro... é o que me envolve, é o que me sobra.
A água é o que me deixa assim... sedento, e saciado! É só a água... é só o amor! O Amor. Água. Saudade. A água é o amor, a saudade é o sal. E tudo me é mar, que um dia me foi rio.
E rio, rio das águas! Doce, é o amor... o amor que me molha a boca, e que me delicia... tudo é o brinde de viver... de viver em águas, doces! E tudo me escorre...
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 14:25:00

15.09.07

O Magma I

E quando um sonho acaba?
Ora, há muitas possibilidades, e dentre elas, essa é uma.
A lógica do pensamento não me permite transgredir as leis, mas as leis são tudo aquilo que vêm do peito, que atravessa a mente, e permite que tudo seja de novo o que antes já não cabia... e a velhice não é mais do que o passo do jovem.
E por isso é que o desespero de viver não se atina, quanto semente a passagem de tudo isso é o que atina a ser o que estava de maneira ininterrupta a acontecer.
Tudo o que é o pensamento cortado, pelo o que atravessa, o mesmo, é mesmo que se dizer vivo, vivente, e cheio de desejos... os desejos ultrapassam os limites do ser a si! E tudo passa a ser a transgressão do que é demasiado transbordante.
E essa é a única lógica que se pode encontrar diante, ao redor, dos ruídos que rugem tudo em frente de quem olha, e somente olha! E olhar ao sentimento é o mesmo que estar interligado pela abstração do próprio ser. E tudo o que se registra, é o que vasa sem razão alguma! Porque a razão não vê limites para si, assim como o coração. Pena da razão são os sentimentos que são mais fortes!
E a força vem justo da parte da não estrutura de tudo o que está inserido no que há de mais secreto, que é o mistério. Viver entretido às coisas é viver sentindo o próprio mistério. É a famigeração do que se pode dizer como a auto-antropofagia.
Vivemos em tempos em que tudo é a permissão para que diga não. E tudo é o grande SIM, que fica engasgado por entre as travessas dos pires que não deixam que a mesa se suje, simplesmente, ao bel prazer de quem toma um chá quente, que permeia por todo o corpo, e esquentam as partes mais inanimadas de tudo aquilo que está submerso, abaixo das roupas de quem se senta em frente à vida. E tudo isso é o que não tem explicação.
E para explicar o que é inexplicável? Ah, somente vivendo o que é tão divergente de tudo aquilo de que se viveu até o ponto. De agora. E agora, é tudo o que é diferente, dentro da própria divergência. E tudo o que é rotina, é o que passa por entre os olhos sem que ninguém veja.
Opa, pelo menos alguém viu!
E talvez tudo isso seja o que escapa com tanta voracidade, em um simples tragar de ar, daquilo que queima dentro de si mesmo, mas que está espalhado no ar. Ah, e quando se faz o que era inevitável???
Ora, é inevitável que digam sobre o inevitável como um capricho dos Deuses, Daqueles que têm dentro de si a parte de cada um Deles. Aqueles que têm o cortiço da calamidade dos sentimentos tão intrínsecos; e tão ínfimos quanto à própria razão de existir! A existência. É a resistência das coisas fálicas. Daquilo tudo o que estava dentro de um, outro, alo, adormecido. Como uma bela, que espera por seu príncipe, enquanto sonha... Enquanto o sonho com não se sabe o quê...
E sonhar, não é viver. E por isso é que o despertar cotidiano não é mais do que a continência do sonho que cansa alguma parte de si mesmo. Sonhar dentro de outro sonho é como viver em transe. E é como vivemos!
E não sei ao certo, mas parece que ninguém tem os olhos da visão, e sim, estão todos voltados para o mesmo. Ora, se o mesmo é tão óbvio, é óbvio que a destruição é só um modo de renovação, mas os olhos cegos de quem olham de fora do sonho não tem a permissão de saber o que está intrínseco e escondido debaixo dos calabouços da ilusão perene, e proeminente, que nos cerca.
Tudo é tão pouco quanto o pouco de ver a vida, como ela mesma já não se sabe. E como saber? Não há como saber o que e tão volátil... Porque voa... voa... vão...
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 16:15:38

O Magma II

Tudo isso é o levitar das almas que não estão presas a não ser a si mesmas, pela magia intergaláctica, que disfarçada por entre os satélites e as gravidades de tudo o que não é mais do que a redoma da ilusão vítrea de estar vivo, e morrendo ao mesmo tempo.
Ah, não há como dizer como isso tudo é a aflição da calma de se saber como tal, e se saber como outro. E cada conflito, é só um dos conflitos que geram outros... Para que assim não se pare até que tudo seja a magnitude da grande humanidade que se esconde por entre os monstros do calabouço das ilusões dos próprios homens, ah, tudo isso é a solidão hermética de se saber dentro de um ciclo quase, e digo quase, infalível...
É, parece que o começo do ciclo é o mesmo que um final de um outro... e para que tudo volte ao normal é preciso que tudo seja o anormal do que estava estabelecido pelos homens que se julgam... que se inter-relacionam para obter tudo aquilo, que deles mesmos, eles não podem tirar! E por isso é que tiro de mim, o ouro do algo, de outro alguém para que assim tudo seja o diferente dentro do mesmo?
Ora, mas pelo menos eu tento! Não tento? É a tentativa que me ultrapassa, o que não era mais do que o levitar das idéias que se penduram pelo que se perdura dentro de todas as alegrias e agruras da pena, e do vento. Que sopra...
E tudo sopra... e tudo se levanta... e parece que tudo é levado para longe como o que está por entre o que não está dito, mas que está submerso dentro de cada uma das palavras que são afetadas pelo o que atravessa o peito, a lama, a mente... o peito da alma que mente... o peito da alma que não sei, a mente que não se pode ser discorrida senão pelo próprio calor daquilo que escorre, que discorre por entre os seios do alimento primeiro, que de primeira vez, e só o que se sente!
E tudo que existe primeiro, existe ao passo de ser inventado, e tudo foi inventado com tanto compromisso, como distração! Tudo é o que se simboliza por entre as coisas mais escaladas dentro de uma mesma comida.
Meu corpo dói há meses... e somente essa dor é a realidade que carrego comigo, diariamente, por tanto tempo... e sim, porque o tempo é medido pelo tempo em que se sente, e não pelo tempo em que se vê. E veja que ao olhar ao relógio posso dizer que já... ou ainda... ainda posso tudo isso! Dentro de uma limitação que não sei bem, mas parece que pouca coisa existe enquanto falo tudo isso. Porque é a dor que me alimenta para que eu saiba que tudo isso é só a verdade única que me sobra no instante em que as outras coisas são luzes. E ilusões não são mentiras, são as distorções da real realidade. E tudo o que fica preso por entre isso e aquilo, é o que me salva!
É a dor que me salva da loucura de achar que só me existem os olhos! É a dor que me salva de achar que não me existe o reflexo, enquanto tudo é o reflexo da submersão de mim mesmo! Não há como dizer que tudo isso é a justa parte da sanidade que se esvaiu da loucura de ser feliz através da dor. E de doer pelo prazer...
Ah, não se pode alcançar muito pensando em pouco, e por isso é preciso que se deixe levar tudo aquilo que estava e que não se sabe mais, mas; que tudo passou tão rápido através dos vidros das janelas da alma! Pois bem se os olhos são as janelas d’alma isso significa que o corpo é a minha casa! E enquanto durmo, só sei passear, pelo Universo, para que depois eu volte, e volte de outra forma, e olho tudo outra vez através das janelas!
Ah, pena que as janelas nem sempre me são suficientes, mas cada qual olha para onde quer, e por isso a realidade é algo tão pessoal, que chego achar que a loucura mesmo é achar que todos somos iguais nos instantes em que todos enxergam algo! Mas acontece que a igualdade está na cegueira de quem não vê! E por isso é que a igualdade é a cegueira de quem olha pela janela, pela janela d’alma... e só vê aquilo que é muito eminente à visão!
Ora, os detalhes é que se perdem por entre tantos carros, submarinos, e espaçonaves, que voam através de tudo o que era impossível, quando não se imaginava isso! Mas acontece que tudo acontece, no instante em que tudo está cada vez mais e mais ao longo do horizonte, da visão, de quem olha, e vê... tudo preso: dentro do corpo, dentro da casa, da janela. Que não se permite mais do que a pouca coisa que está no por dentro!
É, será que tudo isso me serve de quê???? Não sei. Mas de algo há de me servir, pelo menos me serve, a não servir tanto, enquanto, posso sentar-me e ver o que vejo, e tentar sair da forma que saio, e tudo se escoa... e tudo se entrecorta pela neblina do que é mais poderoso do que se pode imaginar, porque com a Magia não se brinca! E por isso é que as crianças são tão sérias!
Mas quem tem coragem de ouvir àqueles que dizem só o essencial? E não o imaginário! Ora, ah, não sei mesmo, mas sei que estou aqui, de alguma forma que não gostaria, mas que ao mesmo tempo gosto! Porque tudo é mesmo MARAVILHOSO, e a maravilha do mundo, é saber que o mundo é o único brinquedo que me foi dado, assim que nasci. E nasci! E morri tantas vezes que nem sei te contar, mas, conto que tudo isso é o que não há, no que está no entre, mas de mais a mais, no de frente... de frente para os olhos, para janela de minha casa, que é tão um castelo que sou aquele que olha do alto da torre, e olho com prazer de saber que o sol se estende sobre a grama... e tudo é a areia submersa ao mar! Que ao longe me limia ao sentar, e ao contemplar...
Ah, tudo é a contemplação de quem sente dor para respirar, porque já não sabe mais, como e qual é o seu lugar, porque todos os são!!!
  • criado por  furquimjr criado por furquimjr
  • Postado em 16:14:41